Dois irmãos ligados a vereador são “supostos” funcionários fantasmas em Humberto de Campos
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Por Da Redação
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28/02/2026 às 09:55
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Nova denúncia ganha força na cidade de Humberto de Campos, nos Lençóis Maranhense, envolvendo supostos funcionários fantasmas na folha de pagamento da Secretaria Municipal de Educação, custeada por recursos do FUNDEB.
Dessa vez, o caso chama atenção por se tratar de dois irmãos: Leonardo Lima dos Reis e Eduardo Lima dos Reis, ambos listados como servidores recebendo salários no valor de R$ 5.048,23 cada.
De acordo com informações obtidas, os dois seriam ligados ao vereador Yuri Ferreira. Fotos mostram Leonardo e Eduardo ao lado do vereador e do prefeito Luís Fernando em ocasiões diversas, inclusive em locais como Santo Amaro do Maranhão, nas dunas. Leonardo Lima dos Reis aparece em suas redes sociais como bacharel em Direito.


Moradores da cidade afirmam não ter conhecimento de que os irmãos residam em Humberto de Campos ou prestem qualquer serviço efetivo em órgãos da Secretaria de Educação.
A ausência de presença física e de comprovação de trabalho levanta fortes suspeitas de irregularidades, em um contexto de crescentes questionamentos sobre a gestão municipal.
Essa denúncia se soma a uma série de outras reclamações recentes sobre a folha de pagamento da educação no município.
Outras denúncias de funcionários fantasmas em Humberto de Campos:
- Em fevereiro de 2026, o sindicato SINPROESEMMA protocolou denúncia no Ministério Público do Maranhão (MPMA) apontando 14 funcionários fantasmas (sem prestar serviços) e 19 servidores suspeitos de não comparecer ao trabalho, gerando prejuízo anual estimado em mais de R$ 5,4 milhões do FUNDEB. A denúncia inclui uso irregular de verbas, com 182 servidores lotados na Prefeitura, mas pagos pela educação.
- Casos específicos incluem o professor Ivan Menezes Fonseca, gestor em escola estadual, mas supostamente na folha municipal em cargo administrativo, configurando possível acúmulo incompatível.
- Listas vazadas citam nomes como João Alfredo Carneiro Rodrigues, Israel Félix de Sousa Júnior (com residência em outro estado, como Goiás) e Manuel Coutinho dos Santos, recebendo salários sem comprovação de trabalho presencial.
- Há relatos de motorista do prefeito lotado no FUNDEB e acusações de perseguição a denunciantes, como a professora concursada Kely Cunha, que expôs irregularidades.
- O sindicato reforçou que “não são só quatro casos”, exigindo investigação ampla sobre pagamentos indevidos a servidores de outras secretarias pagos pela educação.
Essas suspeitas têm gerado repercussão local e pressionado por apurações oficiais, com o MPMA já envolvido em ao menos uma das denúncias formais.
A Prefeitura tem rebatido algumas acusações, alegando transparência, mas o volume de questionamentos continua crescendo.
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