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Denúncia: gestor de escola estadual, é suposto ‘funcionário fantasma’ na folha da Educação Municipal de Humberto de Campos

person Por Da Redação
schedule 23/02/2026 às 23:31
update Atualizado: 23/02/2026 às 23:38
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Mais um caso de suposto funcionário fantasma na Secretaria Municipal de Educação de Humberto de Campos (MA) ganha destaque nas denúncias recentes que abalam a administração local.
Trata-se do professor Ivan Menezes Fonseca, que exerce a função de Gestor Geral (ou Vice-Gestor, conforme documentos) no Centro de Ensino Humberto de Campos, uma unidade da rede estadual de ensino (SEDUC/MA).
Ele está nomeado em regime de 40 horas semanais na rede estadual, o que já ocupa integralmente sua jornada. Ao mesmo tempo, Ivan Menezes consta na folha de pagamento da Secretaria de Educação do município de Humberto de Campos, em cargo administrativo ou similar na rede municipal — situação que, segundo denúncias, configura acúmulo incompatível de funções.
Denunciantes afirmam que ele recebe salários do município sem comparecer ao local de trabalho municipal, já que cumpre integralmente suas obrigações como gestor na escola estadual.
Além disso, a nomeação municipal não permitiria atuação em finais de semana (período em que apenas o sistema de saúde municipal funciona), tornando ainda mais questionável o cumprimento efetivo da carga horária.
Especialistas consultados em matérias sobre o tema reforçam que não é proibido acumular cargos públicos (um em cada ente federativo, como estadual e municipal), nem crime receber pelos dois, desde que as funções sejam efetivamente exercidas e haja compatibilidade de horários.

No entanto, as denúncias apontam exatamente o contrário: ausência de comparecimento e impossibilidade prática de cumprir ambas as jornadas. Esse caso faz parte de uma onda maior de denúncias em Humberto de Campos envolvendo supostos funcionários fantasmas na educação municipal, com destaque para:

  • Protocolo de Notícia de Fato no Ministério Público do Maranhão (MPMA) pelo SINPROESEMMA (Sindicato dos Trabalhadores em Educação), apontando possível rombo de mais de R$ 5,4 milhões no FUNDEB com pagamentos irregulares.

 

  • Lista vazada mencionando nomes como Ivan Menezes Fonseca, além de outros servidores (ex.: casos de lotação em município mas residência em outro estado, ou acúmulo com funções em redes diferentes).

 

  • Suspeitas de 14 a 19 servidores recebendo sem prestar serviços, 182 lotados na prefeitura mas pagos com FUNDEB, e uso irregular de verbas educacionais.

 

  • Repercussão em portais locais (como imaranhao.com.br, joerdsonrodrigues.com.br, bandma.com.br e redes sociais), com a prefeitura se pronunciando em nota para esclarecer, mas sem detalhes que afastem as dúvidas.

 

  • Exigência de investigação ampla pelo sindicato, que afirma que “não são só quatro casos” e cobra apuração profunda sobre fantasmas na folha.

A prefeitura e a Secretaria de Educação foram questionadas publicamente, mas as denúncias continuam circulando, gerando pressão por transparência no uso de recursos públicos, especialmente do FUNDEB.

O MPMA acompanha o caso, e novas atualizações podem surgir conforme investigações avançam.
Vale ressaltar que o Ministério Publico de Humberto de Campos sabe dos casos, porém nunca se manifestou sobre as ações, fato que levanta suspeita.
Nós tentamos contato com o citado, mas não obtivemos êxito, o espaço está aberto !

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