Câmara de Humberto de Campos inicia 2026 com gasto de R$ 61 mil em descartáveis por dispensa de licitação
Enquanto a população aguarda investimentos estruturais, a Câmara Municipal de Humberto de Campos oficializou, em pleno início de fevereiro de 2026, um gasto expressivo com itens de conveniência administrativa. Através do Extrato do Contrato nº 006/2026, o Legislativo Municipal selou o compromisso de despejar R$ 61.448,00 (sessenta e um mil, quatrocentos e quarenta e oito reais) exclusivamente em materiais descartáveis.
A Rota da “Dispensa”
O que chama a atenção não é apenas o montante, mas a forma: a contratação foi realizada via Dispensa de Licitação nº 006/2026. Embora amparada pelo Art. 75 da Lei Federal nº 14.133/2021 , a escolha por evitar a ampla concorrência levanta o eterno debate sobre a eficiência na busca pelo menor preço para o bolso do contribuinte.
A beneficiada pela decisão é a empresa Morais Comercio & Serviços Eireli, que curiosamente nem sequer é sediada no município, operando a partir de Pindaré Mirim/MA, a centenas de quilômetros de distância.
Descartáveis: Um Luxo de 61 Mil Reais?
O contrato, assinado pelo presidente da Casa, Luiz Augusto Lopes Espindola Filho, prevê o fornecimento parcelado desses materiais até o dia 31 de dezembro de 2026. O valor global divide opiniões:
-
O montante de R$ 61.448,00 será retirado diretamente do orçamento destinado à “Manutenção do Funcionamento do Legislativo”.
-
A natureza da despesa (33.90.30.00) classifica o gasto como simples material de consumo.
-
A vigência estende-se por quase todo o ano, garantindo um fluxo contínuo de recursos para a empresa contratada.
Transparência sob Assinatura Digital
Embora o Diário Oficial exalte que tais publicações visam garantir a “informação completa sobre as ações dos Poderes” , resta ao cidadão de Humberto de Campos questionar se a prioridade de gastos reflete as reais necessidades da comunidade ou se o “conforto” dos descartáveis no gabinete do Presidente justifica o uso de mais de 60 salários mínimos em copos, pratos e afins.
O documento, validado digitalmente via ICP-Brasil , está disponível para consulta, mas a legitimidade ética de gastar tais cifras sem licitação tradicional permanece sob o escrutínio do eleitorado
Compartilhe: