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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse nesta segunda-feira (14) que atacará “impiedosamente” o Hezbollah, inclusive em Beirute, no Líbano.
A declaração indica que o governo isralenese não tem previsão de concluir os bombardeios ao Líbano, que já duram quase um mês.
“Continuaremos a atacar impiedosamente o Hezbollah em todas as partes do Líbano —incluindo Beirute. Tudo isso de acordo com considerações operacionais. Nós provamos isso recentemente e continuaremos a provar isso nos próximos dias”, declarou Netanyahu.
No conflito atual, as Forças Armadas de Israel começaram a bombardear o território libanês em 20 de setembro, dias depois de anunciar uma nova fase da guerra, com foco no norte de Israel, perto da fronteira com o sul do Líbano. A região é o reduto do Hezbollah, grupo extremista libanês financiado pelo Irã que luta contra Israel.
Cerca de 2.000 pessoas já morreram por conta dos ataques, segundo o governo libanês.
O governo israelense afirma que os bombardeios não têm como alvo o Estado do Líbano, mas sim estruturas específicas do Hezbollah dentro do território libanês. No entanto, a maioria dos mortos são civis, segundo o governo libanês.
Pouco mais de uma semana do início dos bombardeios, Israel invadiu o Líbano por terra.
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Ataque israelense na região de Aitou, no Líbano, deixa 18 mortos, nesta segunda-feira (14). — Foto: Omar Ibrahim/Reuters
Também nesta segunda, Israel bombardeou a região de Aitou, um reduto de maioria cristã no norte do Líbano Foi a primeira vez que as Forças Armadas israelenses alvejaram a região desde o início da guerra.
Segundo a Cruz Vermelha libanesa, 21 pessoas foram mortas no ataque e quatro ficaram feridas.
O ataque atingiu uma casa que havia sido alugada para famílias desalojadas, disse o prefeito de Aitou, Joseph Trad, à agência de notícias Reuters.
Nesta segunda, a Embaixada dos Estados Unidos no Líbano voltou a “encorajar fortemente” que seus cidadãos deixem o país “agora”, acrescentando que os voos que a embaixada organizou para tirá-los de Beirute não vão continuar indefinidamente.
Em um comunicado, as Forças de Defesa de Israel anunciaram, também nesta segunda, que mataram mais um comandante do Hezbollah: Muhammad Kamel Naeem, da Unidade de Mísseis Antitanque das Forças Radwan do Hezbollah.
“Muhammad Kamel Naeem foi responsável por planejar e executar vários ataques terroristas, incluindo ataques de mísseis antitanque contra civis israelenses”, afirma mensagem.
Nas últimas horas, o grupo extremista libanês fez vários lançamentos de mísseis contra o território israelense. No entanto, segundo o comunicado, alguns foram interceptados e os outros caíram em áreas abertas, sem deixar feridos:
“O Hezbollah disparou vários foguetes no centro e norte de Israel. Alguns dos foguetes foram interceptados e o restante caiu em áreas abertas. Nenhum ferimento foi relatado. A IAF rapidamente atingiu os lançadores do Hezbollah usados para disparar os foguetes do sul do Líbano”.
No Telegram, o Hezbollah divulgou imagens dos estragos causados pela queda de um desses mísseis na cidade de Karmiel, na região norte do país.
Míssil atingiu cidade de Karmiel, no norte de Israel — Foto: Telegram/Reprodução
Por volta das 9h, horário de Brasília, o Hezbollah também anunciou “confrontos violentos” com as tropas israelenses na cidade de Aita al-Shaab, “utilizando vários tipos de armas, incluindo metralhadoras, foguetes e projéteis de artilharia”.
No começo da tarde, devido ao lançamento simultâneo de vários mísseis do Hezbollah, sirenes foram acionadas em várias regiões de Israel e vídeos postados nas redes sociais mostraram, por exemplo, motoristas que se protegiam perto da mureta que divide uma rodovia.
Quatro soldados israelenses morreram e mais de 60 pessoas ficaram feridas neste domingo (13) no norte de Israel, onde o grupo extremista Hezbollahreivindicou a autoria de um bombardeio com drones, indicou um serviço de resgate israelense.
De acordo com o grupo, a ação foi uma resposta aos ataques israelenses realizados na última quinta-feira (10) no sul do Líbano e em Beirute.
Em comunicado, o gabinete do ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, revelou que ele conversou com o ministro da Defesa americano Lloyd Austin durante a madrugada desta segunda, “destacou a seriedade do ataque e a resposta forte que será dada ao Hezbollah” e informou que Israel responderá de maneira veemente ao ataque.
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Forças de segurança israelenses protegem uma área próximo ao local do ataque com drones perto da cidade de Binyamina, no norte de Israel. — Foto: Oren ZIV / AFP
Esse foi o segundo ataque com drone na região em dois dias. No sábado, um drone atingiu um subúrbio de Tel Aviv, causando danos, mas sem deixar feridos.
O ataque deste domingo também coincidiu com o anúncio dos Estados Unidos sobre o envio de um novo sistema de defesa aérea para reforçar a proteção de Israel contra mísseis, o THAAD, altamente eficaz contra ameaças de curto e médio alcance. Embora seja utilizado para a defesa terrestre, o sistema também pode atingir alvos fora da atmosfera.
Todas essas operações acontecem em meio a altas tensões entre Israel e a força de paz da ONU, UNIFIL, no sul do Líbano.
A ONU disse que tanques israelenses invadiram sua base no domingo, nas últimas alegações de violações israelenses contra forças de paz, que foram condenadas pelo Hezbollah e pelos aliados de Israel.
Israel contestou o relato da ONU e Netanyahu pediu que as forças de paz se retirassem, dizendo que elas estavam fornecendo “escudos humanos” para o Hezbollah durante uma intensificação das hostilidades.
Nesta segunda, o ministro israelense de Energia, Eli Cohen, repetiu um apelo do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, para que as tropas da ONU saiam do país.
