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PL, partido de Flávio Bolsonaro, reconhece resultado da eleição, mas cobra esclarecimentos

person Por Da Redação
schedule 26/10/2026 às 21:29
visibility 10 Visualizações

O PL, partido do candidato derrotado Flávio Bolsonaro, reconheceu nesta segunda-feira (26) o resultado da eleição presidencial.

Em nota assinada pelo presidente do partido, Valdemar Costa Neto, o PL afirma que reconhece o resultado proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas “questionamentos levantados precisam ser devidamente esclarecidos”.

“Reconhecemos o resultado presidencial, proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas entendemos que os questionamentos levantados precisam ser devidamente esclarecidos dentro de um debate político equilibrado e democrático. Seguiremos acompanhando os fatos e buscando respostas com responsabilidade, transparência e respeito às instituições”.

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Após a confirmação do resultado na noite deste domingo (25), Flávio não reconheceu a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e disse que vai pedir a anulação das eleições. Com 51,79% dos votos, Lula foi reeleito para um quarto mandato como presidente da República.

 

“O PL continuará firme, atuando com independência e responsabilidade na defesa da democracia, da liberdade e dos valores que representamos. Nosso compromisso é com o Brasil e com os milhões de brasileiros que confiam em nosso trabalho”, diz a nota.

Em um vídeo divulgado nesta segunda-feira (26), Flávio afirmou que vai pedir a cassação da chapa do presidente Lula.

“O que ele fez foi um abuso do poder político e econômico sem precedente, um total desequilíbrio na disputa eleitoral. Isso tudo sem falar no complexo industrial de fake news que eles criaram com a difusão ilegal e em massa de mentiras para aterrorizar a população brasileira. Então eu vou pedir, sim, a cassação da chapa do Lula por todos os abusos que ele cometeu. A lei tem que valer para todo mundo”.

 

Logo após o resultado apontar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como vencedor do segundo turno, o ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indicado ao cargo pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), confirmou o resultado e afirmou que tem “absoluta segurança de todo o processo eleitoral”.

Flávio, ainda assim, insistiu que “é impossível reconhecer esse resultado”.

“É inexplicável ter acontecido o que aconteceu. Inclusive, nas palavras de algum ministro aí que a própria imprensa publicou, as eleições deveriam ter sido anuladas nas condições que as coisas aconteceram nesse momento. E o que eu tenho que falar aqui agora é que é impossível, é impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto como essas coisas aconteceram. Nós vamos usar o nosso jurídico, vamos pedir a anulação dessas eleições”, disse o candidato derrotado.

 

O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, falou após ser derrotado na eleição, no dia 26 de outubro de 2026 — Foto: Agustin Marcarian/Reuters

O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, falou após ser derrotado na eleição, no dia 26 de outubro de 2026 — Foto: Agustin Marcarian/Reuters

Durante pronunciamento após o resultado do pleito, Flávio também criticou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) de prorrogar por duas horas o horário de encerramento das votações neste domingo (25).

“O que aconteceu hoje não foi algo normal, foi inclusive inaceitável. Um ministro da Suprema Corte, pela primeira vez na história, e ex-advogado do Lula dá uma canetada a pedido de um ex-sócio dele e muda a regra do jogo no meio do jogo. Às 17:01, o ministro Zanin, que não faz parte do Tribunal Superior Eleitoral, atropelando a Justiça especializada, toma uma decisão prorrogando por duas horas as eleições. Isso nunca tinha acontecido na história do Brasil”, disse.

Ele também alegou que teria havido uma “quebra total de isonomia entre os brasileiros de diversas cidades, de diferentes estados”.

“Eu nunca vou saber se, no estado onde as urnas não foram reabertas, quantos votos eu poderia ter”, afirmou Flávio.

A declaração contradiz o pedido da própria campanha de Flávio Bolsonaro ao TSE. Na tarde deste domingo, a equipe do senador pediu a extensão do horário de votação em municípios de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Santa Catarina.

Levantamento do g1 com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aponta que 35.521 votos foram registrados após as 17 horas de domingo (25), no horário de Brasília. A vantagem de Lula foi de 4,4 milhões de votos: teve 64,2 milhões, contra 59,8 milhões de Flávio Bolsonaro.

Na nota divulgada nesta segunda, o partido não cita a decisão do ministro Zanin. A legenda diz que “gastos públicos com benefícios sociais às vésperas da votação levanta questionamentos sobre os efeitos dessas medidas em um processo eleitoral justo”.

Além de questionar a mudança de horário, Flávio Bolsonaro também afirmou que fiscais do PL teriam sido retirados da sala-cofre da Corte durante a apuração das Eleições 2026. Ele foi desmentido pelo TSE.

O tribunal afirmou que o local não é aberto à visitação e que os fiscais do PL acompanharam a totalização e a divulgação dos resultados em área destinada à fiscalização.

Via Página 12

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