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PF descarta indícios de crime em mensagens entre Moraes e Vorcaro

person Por Da Redação
schedule 06/03/2026 às 22:52
visibility 8 Visualizações

As mensagens trocadas entre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro não apresentam qualquer indício de crime porque não é possível recuperar o conteúdo delas.

Os registros, de posse da PF, PGR e da defesa do banqueiro, indicam apenas que os dois se falaram. Como foram enviadas no modo de visualização única, não há como verificar o teor do diálogo.

Dessa forma, a coluna Andreza Matais apurou com fontes da Polícia Federal que, para fins criminais, não é possível fazer conjecturas sobre o que teria sido discutido entre Moraes e Vorcaro.

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Investigadores avaliam que o jornal O Globo fez uma dedução ao relacionar anotações registradas por Vorcaro em um bloco de notas sem qualquer remetente com mensagens enviadas ao ministro. A associação do jornal foi feita a partir da coincidência de horários entre as anotações e os registros de troca de mensagens entre os dois.

Na Polícia Federal, a interpretação é de que esse tipo de inferência repetiria práticas atribuídas à Lava Jato, baseadas em conjecturas — algo que o atual comando da corporação quer evitar a todo custo.

O relatório com esses registros está exclusivamente em poder da Polícia Federal, da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da defesa de Vorcaro. A CPMI do INSS tem apenas os dados da nuvem capturados no celular de Vorcaro, que não incluem qualquer troca de mensagem entre Moraes e Vorcaro. O que há na CPMI são apenas textos soltos anotados em bloco de nota, sem identificação de destinatário, nos mesmos arquivos em que constam nomes do senador Irajá Abreu (PSD-TO) e ao presidente do União Brasil, Antonio Rueda, também sem relação com os textos.

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