Corte de verbas faz Brasil perder patente internacional de proteína para lesões medulares
A cientista Tatiana Sampaio, da UFRJ, revelou que a interrupção de verbas públicas entre 2015 e 2016 causou a perda da patente internacional da polilaminina, uma proteína sintética revolucionária para o tratamento de lesões medulares. Mesmo utilizando recursos próprios para tentar manter a proteção intelectual, a pesquisadora não conseguiu evitar o prejuízo, que afeta o reconhecimento global da ciência brasileira. No Brasil, a patente nacional só foi concedida em 2025, após 18 anos de espera, restando apenas dois anos de exclusividade antes que a inovação caia em domínio público.
A polilaminina atua como um guia biológico que promove a regeneração de fibras nervosas rompidas, simulando de forma aprimorada a função da laminina encontrada na placenta humana. O tratamento permite que a recuperação de movimentos em pacientes com lesões na medula ocorra de forma gradual ao longo de meses, representando um avanço crucial na medicina regenerativa. A perda do registro internacional e o curto prazo de validade no país evidenciam como o sucateamento da pesquisa científica pode anular décadas de esforço acadêmico e potencial econômico.
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