00:00:00 | cloud --°C
Assine |
person Entrar
Imaranhão
Publicidade
Publicidade

Caso Terreno em Barreirinhas Part. 2: escândalo e suspeita de parcialidade de desembargadores

person Por Da Redação
schedule 04/07/2026 às 10:35
visibility 300 Visualizações

A disputa judicial envolvendo um terreno no Povoado Santo Antônio, em Barreirinhas, ganhou desdobramentos alarmantes após a revelação de documentos que sugerem uma grave quebra de neutralidade e a possível parcialidade de magistrados envolvidos no julgamento do caso no Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA).

Mesmo diante de um volume massivo de provas técnicas — incluindo laudos periciais, licenças públicas e imagens com metadados preservados que comprovam que uma obra de grande porte ocorria às claras e à luz do dia há mais de um ano —, a Justiça manteve a decisão de reintegração de posse sob a controversa tese de “clandestinidade”. O julgamento, no entanto, passou a ser fortemente questionado pela defesa devido à conduta dos magistrados na sessão pública.

Julgamento sob suspeita: Voto antecipado e vínculos familiares no tribunal

O arquivo “Reportagem parte 2.pdf” detalha episódios da sessão de julgamento que provocaram indignação e levantaram suspeitas sobre o atropelo dos ritos jurídicos convencionais. Conforme os registros da sessão pública do TJMA, o desembargador relator mencionou de forma espontânea a condição pessoal da autora da ação, a influente professora Elisabeth Rodrigues, da UNDB. Em um ato que chamou a atenção, o magistrado adiantou publicamente que seu voto já era favorável a ela antes mesmo que houvesse espaço para a sustentação oral, sugerindo um desfecho previamente definido.

Publicidade
Publicidade

Para agravar os questionamentos sobre a imparcialidade da corte, a defesa apontou relações que envolvem a cúpula do julgamento. O desembargador que presidiu a sessão possui vínculo direto de parentesco com Francisco Miguel Araújo Duailibe, homem apontado nos autos como participante da negociação originária do próprio imóvel em disputa no ano de 2003.

A situação de desconfiança institucional na região foi amplificada após o afastamento de outro desembargador da mesma corte, o magistrado Belchior, em decorrência de uma investigação da Polícia Federal. Embora essa operação não tenha qualquer vínculo direto com o litígio dos chalés de Barreirinhas, o fato foi citado pela defesa como um indicativo da necessidade urgente de transparência e de um escrutínio público rigoroso sobre as decisões do tribunal.

A realidade dos fatos: Engenharia e comunidade desmentem a decisão judicial

A tese de que a obra era oculta ou “clandestina” choca-se frontalmente com a realidade documental do caso. Conforme apontado no documento “Reportagem parte 2.pdf”, o empreendimento possuía projeto aprovado, alvará e licença ambiental concedida em maio de 2024, além de ter sido debatido e chancelado em ata oficial pela própria associação de moradores local.

Um laudo técnico assinado por engenheiro civil atesta que a construção — composta por estruturas complexas como muros de arrimo, sistemas de biodigestores e sete chalés que atingem 5 metros de altura — demandou no mínimo 13 meses de execução ininterrupta com movimentação pesada de tratores, caminhões e operários na rua principal do povoado.

Os embargos de declaração movidos pela defesa denunciam que o acórdão proferido pelos desembargadores simplesmente ignorou o conteúdo técnico desse laudo e utilizou justificativas genéricas para confiscar a posse, sem sequer conseguir definir qual teria sido a data do suposto ato clandestino.

Nota da redação: A reportagem destaca que, apesar dos graves questionamentos e do clamor da defesa por uma análise estritamente técnica, não há condenação ou afirmação definitiva de corrupção nos autos. O espaço permanece integralmente aberto para que os magistrados citados, os advogados da autora e o Tribunal de Justiça do Maranhão apresentem seus esclarecimentos sobre o caso, que segue em tramitação.

Compartilhe:

Notícias Relacionadas

Publicidade
Publicidade