Maranhão desponta na bioeconomia com avanço em patentes e uso do babaçu
O Maranhão vem ganhando destaque no cenário da bioeconomia nordestina, impulsionado tanto pela riqueza de seus recursos naturais quanto pelo avanço da produção científica.
Dados recentes divulgados pela Sudene, por meio da plataforma Data Nordeste, mostram que as universidades federais do Nordeste respondem por 15% dos pedidos de patentes em biotecnologia no Brasil — um movimento que também reflete o fortalecimento institucional no estado.
Nesse contexto, a Universidade Federal do Maranhão (UFMA) figura entre as principais protagonistas da região, com 120 pedidos de patentes em biotecnologia. O desempenho evidencia o crescimento da pesquisa aplicada no estado e sua capacidade de transformar conhecimento em inovação com potencial econômico.
Um dos grandes diferenciais do Maranhão está na abundância de recursos naturais estratégicos. O babaçu, por exemplo, é um dos pilares da bioeconomia local. Amplamente distribuído no território maranhense, o fruto tem alto valor agregado: seu óleo e sua biomassa são utilizados na produção de bioplásticos, cosméticos, medicamentos e bioenergia. Segundo dados do IBGE, essa cadeia produtiva movimenta cerca de R$ 8,7 milhões, demonstrando sua relevância econômica e social, especialmente para comunidades tradicionais.
A bioeconomia, baseada no uso sustentável de recursos biológicos aliados à inovação tecnológica, vem se consolidando como uma alternativa estratégica para o desenvolvimento do estado. Esse modelo permite agregar valor à biodiversidade local, ao mesmo tempo em que promove conservação ambiental e geração de renda.
Além disso, iniciativas coordenadas pela Sudene reforçam esse caminho. Projetos voltados à pesquisa, desenvolvimento e valorização de cadeias produtivas regionais têm contribuído para estruturar o setor. A integração entre universidades, setor produtivo e políticas públicas tem sido fundamental para ampliar o alcance dessas ações e consolidar o Maranhão como um polo emergente da bioeconomia no Nordeste.
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