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Turistas brasileiros vivem momentos de terror como reféns em ataque a tiros que deixou um morto no México

person Por Da Redação
schedule 21/04/2026 às 16:58
update Atualizado: 21/04/2026 às 17:04
visibility 17 Visualizações

Uma mulher canadense foi morta a tiros nesta segunda-feira no sítio arqueológico das pirâmides de Teotihuacán, no centro do México, por um homem que depois cometeu suicídio, informaram as autoridades. Outras quatro pessoas ficaram feridas por disparos no ataque em um dos sítios arqueológicos mais emblemáticos do país, disse Cristóbal Castañeda, secretário de Segurança do Estado do México, onde as pirâmides estão localizadas. O casal de cariocas Henrique Reis e Marina Beta curtia o último dia de férias quando foi surpreendido pelo ataque e acabou sendo feito refém pelo atirador.

O secretário de Segurança acrescentou que entre os feridos estão dois colombianos, uma mulher russa e outra canadense. Além disso, duas pessoas se feriram ao cair, detalhou a Secretaria de Segurança local em um comunicado. Teotihuacán está localizada a 50 quilômetros da Cidade do México, de onde são oferecidos passeios diários para turistas nacionais e estrangeiros.

Em entrevista ao Globo, Reis relatou que ele e a namorada tiravam fotos no limite permitido de subida na Pirâmide da Lua, uma das duas maiores que há no local, quando ouviram os primeiros disparos. Apesar do barulho, os dois não chegaram a se assustar, contou o rapaz. Como o local é conhecido por ter uma acústica especial, “é comum que haja barulhos o tempo todo”, principalmente de guias e turistas fazendo experimentações com as características peculiares do sítio arqueológico.

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Reis e Beta só começaram a correr para deixar a área ao ver outros visitantes fazerem o mesmo, mas, como estavam mais distantes da escada, que é bastante íngreme, não conseguiram descer antes que o atirador os ameaçasse no local. Segundo Henrique, cerca de 20 pessoas ficaram presas como reféns nesse ponto da pirâmide.

— Por um tempo eu demorei para entender o que que era. Ele tinha uma bolsa. Achei que ele ia roubar a gente, que era um ladrão e que ia pegar nossos pertences — relatou o carioca.

Segundo Reis, durante os cerca de 15 minutos que passaram sob poder do atirador, o homem disparava na direção dos reféns e chegou a atingir alguns deles. Durante esse tempo, o homem repetia frases um pouco desconexas, xingava os turistas e dizia que eles não deveriam estar ali num local “que deveria ser sagrado”.

— A maioria dos tiros passavam voando por cima da gente. Ele disparava para baixo também, para a parte onde é a cidade arqueológica, onde estava todo mundo que conseguiu descer e quem já estava lá embaixo — detalhou.

Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram registros do momento do ataque. Nas imagens é possível ver várias pessoas agachadas num ponto da pirâmide enquanto um homem armado vestido de camisa xadrez e máscara no rosto anda de um lado para o outro.

Ao longo dos minutos que passaram ali, Reis e Beta chegaram a ser ameaçados diretamente pelo atirador. O saco que o homem carregava, segundo o brasileiro, estava repleto de munições. Num dado momento, ele exigiu que um dos reféns cortasse uma cerca de plástico que impede a passagem para a parte superior da pirâmide. Nessa hora, contou Reis, ele pediu a Beta que cortasse a estrutura e arremessou a faca no chão na direção dela. Na sequência, ele disse que, se ela colaborasse, seria liberada. Marina então seguiu as orientações do atirador e teve permissão para descer as escadas.

— Meu maior medo nessa hora era que ele desse um tiro nela pelas costas — disse Reis. — Graças a Deus ele não fez isso.

Pouco tempo depois, a polícia chegou ao local, e o atirador começou a dizer a Reis que ele o deixava nervoso por encará-lo sem parar. Logo em seguida, deixou o brasileiro descer da pirâmide, pedindo que avisasse os policiais que havia muitos reféns lá em cima, para convencê-los a não subirem nem atirarem.

— Fui fazer o que ele mandou, que era avisar para a polícia. Como o lugar é grande, [já] gritei lá de cima, e quando cheguei perto dos policiais fiquei de mão levantada avisando: “Tem refém lá em cima. Tem muitos reféns” — disse o brasileiro, que conseguiu ir embora do local com a namorada após os dois serem liberados.

“O que aconteceu hoje em Teotihuacán nos causa profunda tristeza. Expresso minha mais sincera solidariedade às pessoas afetadas e suas famílias. Estamos em contato com a Embaixada canadense”, publicou a presidente Claudia Sheinbaum nas redes sociais.

As autoridades federais encontraram “uma arma de fogo, uma arma branca (faca) e munição” no local, que permanece sob a proteção da polícia estadual e da Guarda Nacional, segundo um comunicado do Gabinete de Segurança Federal.

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