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Governador interino promove mais de 500 exonerações no Rio de Janeiro

person Por Da Redação
schedule 21/04/2026 às 09:34
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Há quase um mês no comando do Rio de Janeiro, o governador interino Ricardo Couto tem feito uma reestruturação administrativa. Segundo o governo, mais de 500 exonerações já foram realizadas nas últimas semanas — número que ainda pode crescer.

Couto chegou ao governo após a renúncia do ex-governador Cláudio Castro (PL). A previsão era de que a gestão interina durasse pouco e fosse encerrada ainda neste mês, com a eleição de um novo governador para um mandato-tampão.

O cronograma, porém, foi alterado pela disputa judicial sobre a sucessão no Supremo Tribunal Federal (STF). O julgamento está suspenso e não tem previsão de retomada. Sem nova decisão, Couto seguirá no cargo.

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Desde que assumiu, o desembargador intensificou cortes na máquina pública. Além das exonerações de cargos comissionados, ele restringiu a abertura de novas licitações e determinou auditorias em contratos, despesas e quadros de pessoal de órgãos estaduais.

As mudanças atingiram áreas estratégicas antes ocupadas por aliados de Castro. Couto promoveu substituições em secretarias e estatais, nomeando procuradores do estado para os cargos. Foi o caso da Rioprevidência e da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae), que estão na mira de investigações por investimentos no Banco Master.

Nos bastidores, aliados de Castro têm criticado as mudanças. Sob reserva, afirmam que as exonerações atingiram indicações políticas e geraram insatisfação. Também argumentam que, por se tratar de uma gestão interina e não eleita, Couto não deveria promover alterações estruturais.

De acordo com o governo estadual, 544 exonerações foram oficializadas. A maior parte ocorreu na Secretaria de Governo e na Casa Civil, agora comandadas pelo delegado Roberto Lisandro Leão e pelo procurador Flávio Willeman, respectivamente.

Segundo o governo, as exonerações foram motivadas por “inconsistências funcionais”. Em alguns casos, foram identificadas “ausência de registro de acesso aos sistemas internos e inexistência de credenciamento institucional”.

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