Duarte Jr. rebate prefeito e reafirma farra com recursos do FUNDEB em Humberto de Campos
O deputado federal Duarte Júnior voltou a rebater o vídeo publicado pelo prefeito Luís Fernando, intensificando a cobrança por transparência em Humberto de Campos. Em sua última declaração, o gestor municipal minimizou as denúncias, afirmando que as críticas partiriam de um grupo específico de professores que não estariam em sala de aula e que muitos estariam utilizando atestados médicos para evitar o trabalho.
Duarte Júnior, por sua vez, negou qualquer tipo de perseguição política. O parlamentar enfatizou que sua denúncia não é baseada em opiniões, mas em dados oficiais do Portal da Transparência. Ele desafiou o prefeito a agir com a verdade e provar que sua gestão não possui falhas. De acordo com o deputado, os números mostram uma realidade preocupante: muitos servidores estariam recebendo sem trabalhar ou exercendo funções que desviam totalmente das diretrizes legais.
Dados que não batem
A denúncia sustenta-se em um cruzamento de informações oficiais do SIOPE (Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Educação) e do Portal da Transparência. Os números revelam um abismo entre o que é declarado e o que é visto nas escolas:
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Divergência Crítica: Há uma discrepância em relação a 1.106 servidores que recebem pelo FUNDEB.
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Acúmulo Indevido: Foram identificados casos de servidores ocupando dois cargos de 40 horas semanais simultaneamente em secretarias distintas.
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Desvio de Função: Relatos indicam que profissionais contratados para a educação estariam exercendo funções completamente alheias ao setor.
“Onde está o dinheiro?”
A grande incógnita que paira sobre a gestão municipal é o paradeiro desses funcionários. Enquanto os recursos do FUNDEB — que deveriam ser aplicados exclusivamente na educação pública e na valorização dos profissionais do magistério — saem dos cofres federais, nas escolas de Humberto de Campos, esses servidores simplesmente não são encontrados.
“A pergunta é simples: por que os dados não batem? Onde estão os funcionários pagos com o dinheiro das nossas crianças?” questionou Duarte Jr.
Pressão e Fiscalização
A resposta da gestão municipal até o momento tem sido vista como evasiva. Em vez de esclarecimentos técnicos, o que se vê são tentativas de vitimização e discursos políticos. O deputado afirmou ainda que tem sofrido tentativas de constrangimento via grupos de WhatsApp, mas garantiu que a fiscalização continuará “doa a quem doer”.
O Portal Imaranhão segue acompanhando o caso e deixa o espaço aberto para que a Prefeitura de Humberto de Campos apresente as justificativas oficiais sobre as irregularidades apontadas.
Histórico de Denúncias: Uma Gestão sob Lupa
O embate atual é apenas o capítulo mais recente de uma série de questionamentos que vêm cercando a administração de Luís Fernando. Confira os principais pontos que têm sido alvo de investigação e críticas:
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O “Apagão” do FUNDEB: A denúncia mais contundente refere-se ao uso dos recursos da educação. Dados cruzados entre o SIOPE e o Portal da Transparência apontam uma divergência sobre o paradeiro e a função de mais de 1.100 servidores.
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Servidores “Fantasmas” e Acúmulos: Investigações apontam funcionários que possuem dois vínculos de 40 horas semanais em locais diferentes, tornando o cumprimento da carga horária fisicamente impossível.
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Infraestrutura e Serviços Públicos: Além da folha de pagamento, a gestão tem sido criticada pela precariedade em serviços básicos e falta de transparência em contratos de obras públicas no município.
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Desvio de Finalidade: Relatos frequentes indicam que verbas carimbadas para setores específicos (como Saúde e Educação) estariam sendo manobradas para outras áreas sem a devida prestação de contas.
A situação em Humberto de Campos coloca a gestão municipal em uma posição defensiva. Enquanto o prefeito tenta transferir a responsabilidade para o funcionalismo público, os órgãos de controle e parlamentares apertam o cerco exigindo que a “conta feche” no papel e na prática.
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