Maranhão registra maior índice de dependência do Bolsa Família frente ao emprego formal em 2026
Dados de fevereiro de 2026 revelam que o estado possui 460.043 famílias a mais recebendo o Bolsa Família do que trabalhadores com carteira assinada.
Enquanto o estado contabiliza cerca de 696,9 mil empregos formais, o número de famílias beneficiadas pelo programa federal chega a 1,15 milhão.
Na prática, isso significa que para cada 100 trabalhadores registrados, existem aproximadamente 166 famílias dependendo do auxílio governamental.

LIDERANÇA NO “TOP 9”
O Maranhão encabeça uma lista de nove estados — todos nas regiões Norte e Nordeste — onde a rede de proteção social supera o mercado de trabalho privado. No entanto, o abismo maranhense é o mais profundo do país:
- Maranhão: 1,66 beneficiário/empregado
- Piauí: 1,43 beneficiário/empregado
- Pará: 1,23 beneficiário/empregado
Para efeito de comparação, no extremo oposto do ranking, o estado de São Paulo registra 12,5 milhões de empregos a mais que famílias no programa social, enquanto Santa Catarina apresenta a menor dependência, com 13 empregos formais para cada beneficiário.

SINAIS DE MELHORA
Apesar do dado alarmante, o cenário maranhense mostra sinais de transição. Em fevereiro de 2025, o índice de dependência era ainda maior, com 1,85 beneficiário para cada empregado. Em um ano, a proporção caiu para 1,66.
Essa melhora é atribuída ao fenômeno observado em todo o território nacional: o emprego formal avançou em ritmo mais acelerado que a concessão de novos benefícios.
No Maranhão, assim como nas demais 26 unidades da Federação, o saldo de contratações via Caged superou a expansão do Bolsa Família no último período de 12 meses.
O CONTEXTO NACIONAL
A estabilização da dependência no início de 2026 reflete o fim do impacto imediato do “pente-fino” realizado pelo Governo Federal em 2025, que excluiu mais de 2 milhões de famílias de forma irregular no país.
Atualmente, o Brasil soma 48,8 milhões de pessoas com carteira assinada e 18,8 milhões de famílias no Bolsa Família, evidenciando que a realidade do Maranhão ainda é uma exceção drástica à média nacional.
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