Novo caso de funcionário fantasma na folha do Fundeb em Humberto de Campos
Humberto de Campos, Maranhão – Mais um escândalo envolvendo supostos funcionários fantasmas na Secretaria Municipal de Educação de Humberto de Campos veio à tona, ampliando a série de irregularidades denunciadas nos últimos meses.

As acusações de funcionários fantasmas na educação municipal de Humberto de Campos não são novidade e têm se intensificado desde o início de 2026.
Janeiro de 2026: Início das Suspeitas Gerais – Uma denúncia inicial, movida por cidadãos e advogados como José André Nunes Neto, apontou irregularidades na folha de pagamento da Secretaria de Educação, incluindo acúmulo ilícito de cargos e pagamentos indevidos. O foco era em um suposto esquema que drenava recursos públicos, com nomes lotados em cargos administrativos sem comprovação de trabalho.Uma lista vazada citava nomes como João Alfredo Carneiro Rodrigues (R$ 1.669,80), Israel Félix de Sousa Júnior (R$ 1.518,00) e Manuel Coutinho dos Santos (R$ 1.518,00), todos supostamente sem exercer funções.
Fevereiro de 2026: Denúncia Massiva do SINPROESEMMA – O Sindicato dos Trabalhadores em Educação protocolou uma “Notícia de Fato” no MPMA, denunciando 14 funcionários fantasmas e 19 com indícios de não comparecimento ao trabalho. Além disso, 182 servidores lotados na Prefeitura estariam sendo pagos irregularmente com verbas do FUNDEB, gerando um prejuízo estimado em mais de R$ 5,4 milhões anuais.Casos específicos incluíam o professor Ivan Menezes Fonseca, gestor em uma escola estadual (carga de 40 horas semanais), mas recebendo também da rede municipal sem compatibilidade de horários.
Casos de Destaque e Conexões Políticas – Em fevereiro, surgiram denúncias sobre dois irmãos, Leonardo Lima dos Reis e Eduardo Lima dos Reis, ligados ao vereador Yuri Ferreira, recebendo R$ 5.048,23 cada sem residir no município ou prestar serviços.Outro caso envolveu Edinaldo Lima Frazão, motorista particular do prefeito, lotado na Educação com salário acima de R$ 4 mil via FUNDEB, acusado de incitar violência contra denunciantes em áudios vazados. Uma professora concursada que assinou denúncias contra o prefeito corre risco de transferência retaliatória, com áudios revelando pressões de aliados. Essas denúncias destacam um padrão de uso indevido de recursos federais destinados à educação, com ligações políticas e possíveis retaliações.
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