Presidente da Câmara de Paulino Neves se declara evangélica, mas compartilha conteúdo sobre Umbanda e levanta questionamentos sobre sua coerência religiosa
A presidente da Câmara, que publicamente se apresenta como evangélica, chamou atenção ao compartilhar em seus Stories um material relacionado à Umbanda.
A questão não é atacar a religião de ninguém. Vivemos em um país onde a liberdade religiosa deve ser respeitada. O que chama atenção é a coerência entre aquilo que um agente público afirma representar e aquilo que escolhe divulgar publicamente.
Durante um evento realizado pela igreja Assembleia de Deus de Paulino Neves, a presidente foi à frente e publicamente declarou que estava aceitando a Jesus e que a partir daquele momento era evangélica. Se a fé evangélica é parte da identidade que ela apresenta ao povo, é legítimo questionar: qual é, afinal, a posição que ela pretende sustentar?
Não se trata de intolerância religiosa. Trata-se de coerência, posicionamento e responsabilidade com a imagem pública de quem ocupa a Presidência do Poder Legislativo municipal.
Quem ocupa um cargo público precisa estar preparado para ser questionado — inclusive sobre as contradições entre seu discurso e suas atitudes.
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