Ministros do STF estão apreensivos com mudança no Senado; candidatos ligados a Bolsonaro lideram pesquisas
Às vésperas das eleições deste domingo (4), a composição do Senado passou a ocupar um espaço cada vez maior nas discussões políticas de Brasília. A renovação de 54 das 81 cadeiras da Casa pode mudar o equilíbrio de forças no Congresso e também influenciar diretamente a relação entre o Legislativo e o Supremo Tribunal Federal (STF).
O tema ganhou força principalmente entre candidatos e grupos ligados à direita, que defendem uma mudança na condução do Senado e a abertura de processos de impeachment contra ministros do Supremo. Um levantamento publicado em setembro identificou 98 candidatos ao Senado que declararam apoio ao impeachment de ministros da Corte.
A possibilidade de uma bancada mais alinhada ao PL e à oposição conservadora também aumentou a atenção sobre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Atualmente, pedidos de impeachment contra ministros do STF estão entre os assuntos mais sensíveis da Casa. Segundo o Datafolha, havia 109 solicitações aguardando decisão do presidente do Senado.
Nesse cenário, declarações e análises de bastidores passaram a apontar preocupação dentro do STF com os possíveis efeitos da nova composição do Senado. No entanto, não há confirmação pública de que os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino tenham feito, pessoalmente, uma avaliação de que Alcolumbre não conseguirá impedir processos de impeachment.
O que já é público é que a disputa pelo controle político do Senado se tornou parte importante da eleição. O resultado das urnas poderá definir não apenas quem ocupará as cadeiras da Casa, mas também quem terá força para conduzir pautas envolvendo o Supremo nos próximos anos.
Para o eleitor, portanto, a escolha dos senadores neste domingo vai muito além da composição tradicional do Congresso: ela também poderá influenciar os próximos capítulos da relação entre Senado, STF e governo federal.
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