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Juliano Medeiros rebate Erika Hilton e diz que debate sobre recursos não deve ocorrer nas redes

person Por Joabe Santos
schedule 24/06/2026 às 17:24
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O presidente da federação PSOL-Rede, Juliano Medeiros, respondeu nesta quarta-feira (24) às críticas feitas pela deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) sobre a distribuição de recursos para as eleições de 2026. Segundo ele, divergências internas não devem ser discutidas publicamente pelas redes sociais.

A manifestação ocorre após Erika Hilton acusar a direção nacional do partido de descumprir acordos firmados sobre a divisão do fundo eleitoral, o que, segundo ela, poderia comprometer sua campanha à reeleição.

“Não acho que debater nas redes sociais seja a melhor forma de resolver essas questões”, afirmou Medeiros.

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Ao rebater as críticas, Juliano Medeiros afirmou que o PSOL mantém os critérios históricos de distribuição de recursos e garantiu que a candidatura de Erika Hilton segue entre as prioridades da federação.

De acordo com o dirigente, a política de destinação diferenciada de recursos para mulheres, pessoas negras, indígenas, LGBTQIA+ e pessoas com deficiência continuará sendo aplicada nas eleições deste ano.

Segundo informações divulgadas pela federação, a previsão é que Erika Hilton receba R$ 2,3 milhões do fundo eleitoral, valor superior ao destinado a outros deputados federais do partido que disputarão a reeleição.

Medeiros também destacou o papel da parlamentar dentro da legenda.

“Erika cumpre um papel fundamental na disputa política do Brasil e será uma grande puxadora de votos”, declarou.

A crise ganhou dimensão pública após Erika Hilton afirmar que a direção do PSOL estaria “rasgando” acordos internos relacionados ao financiamento das campanhas.

A deputada argumenta que sua atuação em São Paulo exige uma estrutura robusta de deslocamento e segurança, em razão das ameaças que afirma enfrentar por ser uma parlamentar negra e travesti.

Além disso, Erika questionou os critérios adotados para a distribuição dos recursos e comparou os valores previstos para sua campanha com os destinados a outros nomes da federação.

Entre os exemplos citados pela deputada estão o próprio Juliano Medeiros, que disputará uma vaga na Câmara dos Deputados, e a ex-deputada Manuela d’Ávila, pré-candidata ao Senado pelo Rio Grande do Sul.

A direção da federação PSOL-Rede afirma que os valores destinados às campanhas seguem critérios previamente estabelecidos e levam em consideração o tipo de disputa eleitoral.

No caso de Manuela d’Ávila, por exemplo, a justificativa é que a candidatura ao Senado possui caráter majoritário e pode contribuir para ampliar a bancada federal da federação no estado.

O PSOL também argumenta que Erika Hilton já receberá um valor superior ao de outros parlamentares em busca da reeleição e que sua candidatura continua sendo considerada estratégica para o desempenho eleitoral da legenda.

A discussão ocorre a poucas semanas da reunião da Executiva Nacional do PSOL, marcada para 18 de julho, quando será definida oficialmente a distribuição dos recursos do fundo eleitoral.

Nos bastidores, integrantes do partido divergem sobre os motivos das críticas feitas por Erika Hilton. Enquanto uma ala entende que a parlamentar busca ampliar os recursos para sua campanha, aliados da deputada afirmam que a discussão reflete um debate mais amplo sobre inclusão, representatividade e os rumos da legenda após as eleições de 2026.

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