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Investigação aponta pagamentos ao site DCM (Diário do Centro do Mundo) e a dois editores

person Por Da Redação
schedule 04/03/2026 às 16:05
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A Polícia Federal (PF) apura se o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, utilizou parte de uma estrutura financeira ilícita para comprar apoio editorial e evitar notícias negativas. Segundo informações do jornal Folha de S.Paulo, as investigações apontam para possíveis pagamentos feitos ao site de esquerda DCM (Diário do Centro do Mundo) e a dois de seus editores.

As suspeitas surgiram a partir da quebra de sigilo de mensagens entre Vorcaro e Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, apontado como o “sicário” (assassino de aluguel) do grupo e responsável por coordenar ações de intimidação e obstrução de Justiça.

Em diálogos transcritos na decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), Mourão detalha como distribuía a verba de R$ 1 milhão mensal que recebia do banqueiro para realizar trabalhos escusos.

Na conversa via WhatsApp, realizada antes da primeira prisão de Vorcaro em novembro, Mourão explica a divisão do dinheiro para o que chamava de “a turma”:

“Eu divido entre a turma. Mando para eles. 400 divido entre 6. Os meninos mando 75 pra cada, o meu. O DCM e mais dois editores. É este o mensal”, diz o trecho da mensagem.

De acordo com os investigadores, o objetivo do repasse financeiro seria garantir que o veículo de comunicação e seus editores não publicassem reportagens críticas ao Banco Master e, simultaneamente, veiculassem conteúdos positivos sobre o empresário.

Essa estratégia de “blindagem midiática” operaria em conjunto com a ala violenta do grupo, que monitorava e ameaçava jornalistas de outros veículos que mantinham uma postura crítica, como no caso das ameaças dirigidas ao colunista Lauro Jardim, d’O Globo.

A investigação sobre os pagamentos ao site de viés progressista é um desdobramento da operação que levou à prisão preventiva de Daniel Vorcaro e seus aliados nesta quarta-feira (4). O ministro André Mendonça destacou que a estrutura montada pelo banqueiro servia para uma “concreta possibilidade de se prevenir condutas ilícitas” e para manipular a opinião pública através do controle de informações.

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