“Gastança na Câmara: Licitação milionária para mantimentos em Paulino Neves gera revolta popular”
A Câmara Municipal de Paulino Neves está novamente sob holofotes, mas desta vez o motivo não é uma votação polêmica ou um debate legislativo, e sim uma licitação que tem dado o que falar. Um processo de contratação para a compra de gêneros alimentícios, materiais de limpeza e água mineral, orçado em R$ 43.929,78, levantou uma onda de críticas sobre a real necessidade desses valores para a estrutura da Casa.
A iniciativa, capitaneada pela presidente da Câmara, a Enfermeira Kênia, tem sido questionada por moradores e setores da sociedade civil que apontam uma discrepância entre o que foi pedido e o tamanho do Legislativo municipal. Para quem acompanha a rotina local, os números simplesmente não fecham. Afinal, estamos falando de uma Câmara com apenas 11 vereadores e sessões que acontecem apenas uma vez por semana.
O que chamou a atenção?
O “lote 2”, focado em gêneros alimentícios, é o que tem gerado as maiores dúvidas. Para uma estrutura que não tem um fluxo diário intenso de pessoas ou atividades que justifiquem um estoque de grande porte, a lista detalhada é, no mínimo, curiosa:
-
300 kg de açúcar;
-
300 pacotes de pão de forma;
-
230 pacotes de café;
-
150 unidades de achocolatado;
-
100 unidades de manteiga;
-
50 unidades de margarina.
Para muitos críticos, o volume sugere um exagero que não condiz com a realidade de funcionamento do Legislativo. A pergunta que ecoa pelos corredores da política local é simples: onde será utilizado tanto mantimento em um ambiente de reuniões semanais? O temor de desperdício de recursos públicos, que deveriam ser aplicados em áreas prioritárias, é o principal combustível das críticas.
Compartilhe: