Eduardo Braide lidera com folga e pode vencer no 1º turno a disputa pelo Governo do Maranhão em 2026
A primeira pesquisa iPPi registrada para a corrida ao Governo do Maranhão em 2026 trouxe números que surpreenderam o cenário político local e colocam o ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), em posição extremamente favorável.
De acordo com o levantamento, realizado com 1.500 entrevistas e registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número MA-03193/2026, Braide aparece com 51,5% dos votos válidos no cenário principal com todos os candidatos. O percentual garante ao pessedista a maioria absoluta, o que o colocaria como vencedor já no primeiro turno caso o quadro se mantenha até outubro de 2026.
Grande diferença para o segundo colocado
O segundo colocado, Orleans Brandão, sobrinho do governador Carlos Brandão e principal nome da sucessão do atual grupo no poder, registra 29,6% das intenções de voto. A diferença entre os dois principais concorrentes é de 21,9 pontos percentuais, um abismo considerado difícil de ser revertido em poucos meses de campanha.
Completam o cenário:
- Felipe Camarão (PT): 7,6%
- Lahesio Bonfim: 6,9% (que migrou para a disputa ao Senado)
- André Luís: 3,3%
- Enilton Rodrigues: 1,2%
Saída de Lahesio favorece ainda mais Braide
O cenário atual já é favorável a Braide, mas deve melhorar. Com a decisão de Lahesio Bonfim de deixar a disputa pelo Executivo estadual para concorrer a uma vaga no Senado — em provável aliança com o ex-prefeito —, parte significativa dos 6,9% do ex-prefeito de Bacabal tende a migrar para o campo de Braide. Analistas avaliam que essa transferência de votos deve consolidar ainda mais a liderança do pessedista.
A pesquisa iPPi reforça o que o meio político maranhense já vinha percebendo nas ruas: Braide conseguiu manter elevada popularidade após sua gestão à frente da capital e construiu uma frente ampla que atrai desde setores tradicionais até parte do eleitorado que antes apoiava outros grupos.
Desafio do grupo governista
O principal desafio agora recai sobre o grupo do governador Carlos Brandão. Com Orleans Brandão ainda pouco conhecido pela maioria do eleitorado maranhense, a campanha precisará encontrar uma narrativa capaz de reduzir uma diferença de quase 22 pontos em um curto espaço de tempo.
Historicamente, o Maranhão já viu viradas eleitorais expressivas, mas o tamanho da dianteira de Braide, somado à provável aliança com Lahesio Bonfim, torna a missão do grupo situacionista uma das mais difíceis dos últimos ciclos eleitorais.
O eleitor maranhense já começou a definir o rumo da sucessão. Resta saber se os próximos meses trarão surpresas ou apenas a consolidação de um favoritismo que, pelo menos neste primeiro momento, parece bastante sólido.
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