Cleitinho é eleito governador de Minas Gerais em 1° turno
O senador Cleitinho Azevedo, do Republicanos, foi eleito governador de Minas Gerais neste domingo (4). A vitória em 1° turno aconteceu porque o parlamentar conseguiu superar a barreira dos 50% de votos válidos. O resultado já está chancelado pela Justiça Eleitoral.
Conforme boletim parcial emitido, Cleitinho tinha 55,3% dos votos às 20h50, com 94,1% das urnas apuradas. O patamar permite afirmar que, independentemente do desenrolar da apuração, o congressista não cairá o suficiente para gerar o 2° turno.
Na segunda colocação, aparece o deputado federal Patrus Ananias, do PT, com 26,1%. Depois, vêm, nesta ordem Flávio Bolsonaro (PL), Mateus Simões (PSD) e Alexandre Kalil (PDT).
Cleitinho disputou a eleição ao lado de Luís Eduardo Falcão, candidato a vice-governador e também filiado ao Republicanos. A coligação encabeçada pela dupla, batizada de “Minas é do povo”, é composta ainda pelo Podemos.
Da dúvida à vitória
A articulação que culminou na candidatura de Cleitinho foi cercada de dúvidas e marcada por idas e vindas. O presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, não escondia o desejo de tê-lo como representante na corrida ao Palácio Tiradentes, mas se incomodava com a demora do senador em cravar a participação no pleito.
A fase mais aguda da novela aconteceu na primeira semana de agosto. No dia 3, após uma reunião com o dirigente, Cleitinho chegou a gravar um vídeo anunciando, aos prantos, que não concorreria ao Executivo estadual. Menos de 24 horas depois, foi à convenção do Republicanos e pediu uma nova chance à sigla. O plano, porém, não deu certo a princípio: o parlamentar levou uma bronca pública de cerca de 30 minutos de Pereira.
Apesar da reprimenda, aliados passaram os dias seguintes tentando convencer o dirigente a aceitá-lo. O sinal positivo veio no dia 7 de agosto, uma sexta-feira. Para demover o cacique, Cleitinho precisou redigir uma carta pedindo perdão pelo vaivém, que justificou ter acontecido por causa da morte de um dos irmãos, Matheus. No texto, o senador assegurou que, mesmo depois das mudanças de posição que tomou na pré-campanha, levaria a candidatura até o fim.
“Prometo também que não vou desistir da campanha no meio do caminho. Vou seguir com a candidatura até o final do período eleitoral, custe o que custar, sem deixar o partido na mão outra vez”, escreveu, em trecho da missiva.
Coligação enxuta, mas apoios diversos
O vaivém de Cleitinho afetou o PL. O partido de Flávio Bolsonaro se programou para ter o senador como palanque no estado — as partes chegaram a se reunir para oficializar essa intenção — mas a indecisão em torno da candidatura mudou os planos. Sem segurança de que o congressista estaria na disputa, a sigla lançou Flávio Roscoe. Outros partidos que conversaram com o Republicanos, como o União Brasil e o PP, também precisaram recalcular a rota da interrogação.
Em que pese a coligação oficial ter apenas o Podemos, Cleitinho foi, ao longo da campanha eleitoral, recebendo apoios de integrantes de outras siglas. Gradualmente, alguns candidatos legislativos do PL desembarcaram da campanha de Roscoe e ingressaram no grupo do senador. Um dos expoentes do movimento foi Domingos Sávio, candidato ao Senado. O mesmo aconteceu com nomes de outras agremiações.
Trajetória meteórica
Cleitinho entrou na política em 2016, quando conseguiu vaga de vereador em Divinópolis, no Centro-Oeste. À ocasião, pertencia aos quadros do PPS, posteriormente rebatizado de Cidadania. Dois anos depois, pela mesma sigla, foi eleito deputado estadual.
Em 2022, Cleitinho não quis buscar a reeleição, pois apostou em uma candidatura a senador pelo extinto PSC. Pouco depois, se mudou para o Republicanos. Com o triunfo dele no páreo pelo Palácio Tiradentes, seu primeiro suplente na Casa Alta do Congresso Nacional, o empresário Alex Coelho Diniz, da rede supermercadista homônima, herdará o assento no plenário.
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