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Último suspeito de estupro coletivo de crianças se entrega à polícia em SP após negociação com a família

person Por Da Redação
schedule 04/05/2026 às 12:52
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O último adolescente suspeito de participação no estupro coletivo de duas crianças, de 7 e 10 anos, se apresentou à polícia na manhã desta segunda-feira (4). O menor, de 15 anos, foi localizado no bairro Ermelino Matarazzo, em São Paulo, durante o cumprimento de mandado de busca. Ele foi encaminhado à delegacia acompanhado da mãe. O caso ocorreu em uma comunidade de São Miguel Paulista, também na Zona Leste da capital.

Com a apresentação, todos os quatro menores envolvidos já foram apreendidos. O único adulto suspeito segue preso na Bahia. Alesandro Martins dos Santos, de 21 anos, foi localizado em Brejões e, segundo a polícia, confessou participação no crime.

Ele está detido em Jequié, no interior baiano, e deve ser transferido para São Paulo ainda nesta segunda-feira.

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No domingo, o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, havia informado que o governo negociava a rendição do adolescente com a família.

— Tem uma pessoa foragida ainda, que é o Christian. Mas temos equipes negociando com a família nesse momento para ele se entregar, que é melhor pra ele — afirmou.

Ao comentar as imagens do crime, o secretário disse não ter conseguido assistir ao vídeo até o fim. — Em 45 anos de polícia, não consegui ver o vídeo até o fim, cena terrível, inesquecível, vai ficar no meu subconsciente por muito tempo — declarou.

Segundo a delegada Janaína da Silva Dziadowczyk, responsável pela investigação, o caso veio à tona inicialmente por meio das redes sociais, sem registro imediato na delegacia.

— Assim que tomamos conhecimento, os investigadores saíram a campo, conseguiram localizar as vítimas, porque elas estavam sendo pressionadas a não registrar o boletim de ocorrência. Embora os vídeos estivessem circulando, a família não havia formalizado a denúncia — disse.

O crime ocorreu no dia 21 de abril, mas só chegou ao conhecimento formal da polícia três dias depois, quando a irmã de uma das vítimas recebeu um dos vídeos e procurou uma delegacia. As imagens permitiram a identificação dos suspeitos, mas a divulgação do material configura crime por violar a intimidade das vítimas.

De acordo com a investigação, as famílias das crianças foram pressionadas a não denunciar o caso e chegaram a deixar suas casas por medo.

— A família saiu com medo. Teve gente que saiu só com a roupa do corpo. Foi uma dificuldade encontrar as vítimas. Elas vieram à delegacia, foram ouvidas e submetidas a exames — afirmou a delegada.

Os cinco envolvidos conheciam as vítimas. Moradores do Jardim Pantanal, também na Zona Leste, eles atraíram as crianças sob o pretexto de soltar pipa.

— Eles eram vizinhos e as crianças tinham confiança neles. Um dos adolescentes disse que se tratava de “uma brincadeira que acabou escalando”, mas a iniciativa de gravar teria sido de Santos, que começou as “brincadeiras” e passou a filmar — disse Janaína.

Todos os suspeitos responderão por estupro de vulnerável. No caso do adulto, também devem ser incluídas acusações de corrupção de menores e divulgação de imagens das vítimas.

A polícia afirma que, após a conclusão das prisões, vai avançar na identificação de pessoas que compartilharam os vídeos nas redes sociais. Delegados também fizeram um apelo para que o material não seja divulgado, a fim de evitar mais sofrimento às vítimas e suas famílias.

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