Prisão de Cutrim a mando de Dino chega ao 45º dia
O ex-secretário de Segurança do Maranhão, Raimundo Cutrim, chega nesta quarta-feira (2) ao 45º dia de prisão domiciliar, com tornozeleira eletrônica, por ordem de Flávio Dino, ministro do Supremo Tribunal Federal.
Desde que foi preso, Cutrim tenta sair da domiciliar, mas a defesa esbarrou no próprio STF. Alexandre de Moraes rejeitou o habeas corpus apresentado contra a decisão de Dino e também uma tentativa de afastar o ministro do caso por suspeição.
Cutrim é investigado por suposta interferência nas apurações sobre o assassinato do pistoleiro João Bosco, em 2022. Segundo a investigação, ele teria pressionado familiares de Gilbson César Soares Cutrim Júnior, condenado pelo homicídio, para mudar depoimentos.
Dino apontou indícios de obstrução das investigações. Cutrim nega qualquer irregularidade.
Em agosto, Cutrim voltou ao radar da Polícia Federal, desta vez por ordem de Moraes, depois que Dino levou ao STF o caso envolvendo uma reportagem do blogueiro Luís Pablo sobre o uso de uma Toyota SW4 do Tribunal de Justiça do Maranhão por ele e familiares.
A PF passou a investigar quem havia repassado as informações ao blogueiro e apontou Cutrim como suposta fonte de Luís Pablo. O caso acabou provocando um debate nacional sobre o sigilo constitucional da fonte jornalística.
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