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Governo de Humberto de Campos gasta mais de 300 mil reais com restaurante em meio a tantas necessidades básicas

Governo de Humberto de Campos gasta centenas de milhares de reais com restaurante em meio a tantas necessidades básicas

person Por Da Redação
schedule 09/05/2026 às 13:50
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Enquanto a população de Humberto de Campos enfrenta dificuldades diárias de acesso a serviços públicos de qualidade, o prefeito Luis Fernando e sua gestão seguem assinando aditivos contratuais milionários com a mesma empresa de fornecimento de refeições prontas. Os documentos oficiais, publicados recentemente, revelam um apetite impressionante por gastos com comida fornecida por uma única companhia: a Rota dos Sabores Ltda.

Só nos extratos dos 2º Termos Aditivos aos contratos 119, 120, 121 e 122/2024, a Prefeitura comprometeu valores altíssimos:

  • R$ 311.750,00 apenas em um dos aditivos para a Secretaria de Educação;
  • R$ 299.280,00 para a Secretaria de Administração, Patrimônio e Finanças;
  • R$ 177.697,50 para a Secretaria de Saúde;
  • R$ 115.347,50 para Assistência Social.

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Ao todo, são centenas de milhares de reais sendo direcionados para uma única empresa em poucos contratos. Todos os aditivos prorrogam a vigência por mais 12 meses (de maio/2026 a maio/2027) e aplicam o mesmo reajuste de 9,85% baseado no IPCA. O preço unitário das refeições saltou para R$ 24,94 por porção após o reajuste.

É no mínimo curioso que uma prefeitura de município pequeno do interior do Maranhão consiga destinar valores tão expressivos para um único fornecedor de refeições prontas, enquanto escolas, postos de saúde e pavimentação de ruas seguem com demandas históricas. O argumento oficial é o atendimento “sob demanda” às necessidades das secretarias. Na prática, significa que o contribuinte humbertino está bancando uma conta de restaurante recorrente e inflacionada.

Os documentos são assinados por secretários municipais e pelo representante legal da Rota dos Sabores, Domingos José da Paz de Sales. Todos levam a data de 06 de maio de 2026 e seguem o mesmo modelo, o que sugere uma estratégia sistemática de prorrogação e aumento de valores.

Enquanto o governo municipal justifica os gastos com base em leis federais de licitação e reajuste de preços, sobra a pergunta incômoda: será que não seria possível fazer licitação mais competitiva ou buscar soluções mais econômicas? Em um município com graves índices de pobreza e carências estruturais, gastar quase R$ 300 mil ou R$ 311 mil com um fornecedor de marmitas em um único contrato chama atenção.

https://www.instagram.com/p/DYIAFEmpbho/

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