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Militares reconhecem Delcy Rodríguez como presidente interina da Venezuela

person Por Da Redação
schedule 04/01/2026 às 17:50
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As Forças Armadas da Venezuela reconheceram, neste domingo (4), avice-presidente Delcy Rodríguez como presidente interina do país após a prisão de Nicolás Maduro no último sábado.

O ministro da Defesa, Vladimir Padrino, realizou um comunicado televisionado que endossou a decisão do Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela que determina que Rodríguez assuma o poder por 90 dias.

Ainda no sábado, o tribunal havia ordenado que a vice assumisse “a fim de garantir a continuidade administrativa e a defesa integral da Nação”.

A decisão acrescentou que o tribunal irá debater a questão para “determinar o quadro jurídico aplicável para garantir a continuidade do Estado, a administração do governo e a defesa da soberania face à ausência forçada do Presidente da República”.

Padrino ainda afirmou neste sábado que a maior parte da equipe de segurança do presidente Maduro foi morta “a sangue frio” durante a ofensiva dos Estados Unidos ao país.

Ele ainda pediu para que a população venezuelana “retome suas atividades de todos os tipos, econômicas, laborais e educacionais, nos próximos dias”.

“A pátria deve caminhar sobre seu trilho constitucional”, defendeu Padrino.

 

Delcy Rodriguez, vice-presidente da Venezuela. — Foto: Federico Parra/AFP

Delcy Rodriguez, vice-presidente da Venezuela. — Foto: Federico Parra/AFP

Cooperação dos EUA com os líderes venezuelanos

 

Os Estados Unidos estão prontos para trabalhar com os líderes remanescentes da Venezuela, caso tomem “a decisão correta”, afirmou o secretário de Estado americano, Marco Rubio, também neste domingo.

“Vamos avaliar tudo pelo que eles fizerem, e vamos ver o que farão”, disse Rubio à emissora americana CBS News.

Ele ainda acrescentou:

“Sei de uma coisa: se eles não tomarem a decisão correta, os Estados Unidos manterão diversas ferramentas de pressão.”

 

O secretário disse também que é prematuro falar em eleições no país neste momento e que há “muito trabalho pela frente”.

Reações de Coreia do Norte e China

 

O dia seguinte à prisão de Maduro pelos EUA também foi de reações de países aliados à Venezuela.

A Coreia do Norte, por exemplo, afirmou que os ataques dos Estados Unidos à Venezuela são a “forma mais grave de violação de soberania”.

O Ministério das Relações Exteriores norte-coreano ainda disse que está atento à gravidade da atual situação no país sul-americano, causado pelo “ato de arbitragem dos EUA”.

“O incidente é mais um exemplo que confirma, claramente, mais uma vez, a natureza desonesta e brutal dos EUA”, declararam.

Para o governo norte-coreano, a situação atual na Venezuela causou uma “consequência catastrófica

Também neste domingo, o Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que Estados Unidos devem libertar imediatamente o líder venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, e resolver a situação na Venezuela por meio de diálogo e negociação.

O ministério afirmou em um comunicado em seu site que os Estados Unidos também deveriam garantir a segurança pessoal de Maduro e de sua esposa, alegando que a deportação deles violou o direito e as normas internacionais.

A China é uma das principais parceiras políticas e econômicas da Venezuela e, nos últimos anos, tem defendido publicamente que disputas internas no país devem ser resolvidas “pelo povo venezuelano, sem interferência externa”.

Detido em Nova York

 

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, chegou ao centro de detenção em Nova York no fim da noite deste sábado (3), após ser capturado por autoridades dos Estados Unidos. A prisão ocorreu durante a madrugada, em Caracas, de acordo com o governo americano.

Mais cedo, Maduro foi conduzido sob custódia ao escritório da Agência Antidrogas dos Estados Unidos (DEA), onde foi fichado. Um perfil oficial da Casa Branca no X divulgou as imagens do venezuelano escoltado por agentes.

Em entrevista coletiva, o presidente Donald Trump disse que avalia os próximos passos para o país sul-americano. Ele ainda afirmou que os EUA pretendem conduzir o país por meio de um “grupo” que está em formação até uma transição de poder, sem detalhar prazos nem como esse arranjo funcionaria.

Também neste sábado, a procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, anunciou que Maduro será julgado pela Justiça americana em um tribunal de Nova York.

Segundo Bondi, o líder venezuelano e a primeira-dama, Cilia Flores — também detida pelas autoridades americanas —, foram formalmente acusados dos seguintes crimes:

  • Conspiração para narcoterrorismo;
  • Conspiração para importação de cocaína;
  • Posse de metralhadoras e dispositivos explosivos;
  • Conspiração para posse de metralhadoras.

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