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Alta nos preços dos combustíveis e endividamento viram munição usada pela oposição contra o governo nas redes sociais

person Por Da Redação
schedule 16/04/2026 às 15:30
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Em meio ao anúncio das medidas do governo para o controle da cobrança sobre os combustíveis, a alta dos preços e o crescimento do endividamento dos brasileiros têm sido explorados pela oposição, que domina o embate sobre esses temas nas redes sociais, mostra um levantamento produzido pelo Instituto Democracia em Xeque. Ao longo da última semana, a direita concentrou 53% das publicações mapeadas sobre o assunto, enquanto a esquerda teve 29% das publicações e a imprensa foi responsável por 18% do conteúdo.

O relatório produzido pelo instituto levou em consideração cerca de 3.580 posts reunidos em agrupamentos, denominados “clusters”, e que geraram mais de 56 mil interações. Do lado da direita, se manifestaram sobre o tema o deputado estadual Thomas Abduch (Republicanos-SP), vice-líder do governo de Tarcísio de Freitas na Assembleia de São Paulo, que comparou a atual gestão ao governo anterior. “Jair Bolsonaro passou por pandemia e os preços dos combustíveis não atingiram esses altos índices”. Na publicação, o parlamentar também disse que “espera que nas eleições os eleitores não se esqueçam de que o presidente Lula prometeu tudo e não entregou nada”.

As postagens feitas pela direita relacionadas ao tema também buscaram conectar o aumento dos preços dos combustíveis aos dados de crescimento do endividamento no país, explica o pesquisador Alexsander Dugno Chiodi, coordenador de Relatórios do Instituto Democracia em Xeque.

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— O debate passou por um reenquadramento na última semana. O foco, que estava mais concentrado no preço dos combustíveis antes, começa a incorporar seus efeitos sobre o custo de vida, sobretudo no preço dos alimentos. A divulgação de indicadores, como o IPCA, e as ações de fiscalização, como a Operação Vem Diesel, mostram que o tema segue reagindo tanto a dados econômicos quanto a iniciativas do governo. Esse movimento amplia o alcance da discussão, pois conecta o tema a experiências mais diretas da população — Chiodi afirma.

Entre os que adotaram a estratégia, o senador e pré-candidato ao Planalto Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse, na legenda de um post feito no Instagram, que “Lula jogou os trabalhadores aos leões, com milhões de brasileiros endividados e negativados”.

Já o deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) disse que o presidente “é pior que praga do Egito”, ao comentar o cenário de endividamento, e afirmou que “esse pesadelo acaba esse ano”, em referência à candidatura de Flávio. “O Lula tirou a Janja e o Lulinha da miséria, o restante da população está endividada”, também escreveu o deputado federal Mario Frias (PL-SP).

O mesmo tema também foi explorado no perfil oficial do PL, que publicou uma ilustração de uma pessoa “afundada em contas bancárias” e criticou o governo pelas consequências que teriam sido deixadas pelo programa de renegociação de dívidas, o Desenrola.

“O que seria a solução, não enfrentou a raiz do problema. Os juros altos, o custo de vida pressionado e a falta de orçamento das famílias fizeram o brasileiro se enrolar cada vez mais. O resultado? Milhões voltando para o vermelho. No papel, alívio. Na prática, o ciclo da dívida continua. Até quando o brasileiro vai pagar essa conta?”, perguntou.

Reação governista

 

Em resposta, perfis governistas têm focado na divulgação de propostas lançadas pelo Planalto e vistas como alternativas para a recuperação da popularidade do presidente. “Lula deu o recado: o povo brasileiro está unido pelo fim da escala 6×1”, dizia a legenda de uma publicação feita pelo perfil oficial do PT no Instagram. A postagem também incluía um trecho de uma entrevista concedida pelo presidente, na qual ele anunciou o envio ao Congresso de um projeto de lei sobre o tema para tramitação em urgência.

Nas publicações feitas por parlamentares de esquerda, também prevalecem comparações entre a atual gestão e Flávio, como um vídeo publicado pelo deputado federal Helder Salomão (PT-ES), que compara falas dos dois. “Enquanto o governo Lula trabalha para reconstruir o país, Flávio Bolsonaro fala em desmontar políticas públicas”, dizia a legenda. Além dele, o senador Humberto Costa (PT-PE) afirmou que o filho do ex-presidente “é igual ao pai e vai perder para Lula, assim como ele”.

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