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Número de mortos na Venezuela chega a 2.595 e Delcy Rodríguez nega que corpos tenham sido enterrados em valas comuns

person Por Joabe Santos
schedule 03/07/2026 às 10:22
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A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, negou nesta quinta-feira que os corpos das vítimas dos terremotos que devastaram parte do país na semana passada tenham sido enterrados em valas comuns. Em entrevista coletiva a veículos estrangeiros, Delcy anunciou que o número de mortos passou para 2.595, e criticou o que chamou de uso político da tragédia, em uma aparente resposta às críticas vindas de grupos de oposição e de pessoas atingidas.

— Nossas autoridades foram mobilizadas imediatamente — declarou a presidente interina. — Não podíamos permitir que campanhas de difamação e narrativas midiáticas, fabricadas para semear o caos e prejudicar os esforços de busca e resgate, ganhassem força. É algo vil, cruel e insensível provocar tal caos para uma população em situação de vulnerabilidade.

O combate à desinformação foi um dos motivos, segundo ela, para militarizar a região de La Guaira, a mais atingida pelos abalos. Contudo, a presença dos militares foi criticada por resgatistas e voluntários por supostamente atrapalhar o trânsito de veícilos e máquinas.

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— É deplorável, cruel e insensível para com um povo em sofrimento causar tal caos; é por isso que estamos nos militarizando — declarou Delcy.

Ela rejeitou os rumores de que os corpos estariam sendo enterrados em valas comuns, sem a devida identificação. De acordo com números das Nações Unidas, há cerca de 50 mil desaparecidos.

— Afirmei desde o início: ninguém irá para uma vala comum. O primeiro passo é a identificação por meio de impressões digitais, dentificação por fotografia, e, nos casos em que isso não foi possível, recorremos à análise odontolegal — garantiu.

No poder desde a intervenção militar americana que culminou com a captura do presidente Nicolás Maduro, a resposta a um dos maiores desastres enfrentados pela Venezuela em mais de um século foi encarada como um teste da capacidade de governança de Delcy. Contudo, os impactos de mais de uma década de crise econômica, que debilitaram o maquinário usado em resgates e o sistema de saúde que deveria apoiar os feridos, rapidamente se fizeram sentir. Em mais de uma ocasião, ela e outros integrantes do governo foram vaiados por populares, um reflexo também do cansaço da população com o chavismo que, embra sem Maduro, segue no comando da Venezuela.

Durante a entrevista coletiva, Delcy ainda mencionou de forma positiva a nova relação estabelecida com o presidente dos EUA, Donald Trump. Pouco antes, o republicano, em declarações à CNBC, afirmou que os laços entre os dois países estavam “excelentes”, destacando a importância do petróleo venezuelano para Washington.

— Eles estão indo melhor do que nunca com o petróleo. As grandes empresas estão chegando, e nós também estamos ficando com uma boa parte disso, como deve ser — acrescentou.

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