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Campeã brasileira de kitesurf denuncia trabalho informal e difamação em pousada/ escola no Atins

person Por Da Redação
schedule 01/07/2026 às 15:36
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ATINS – BARREIRINHAS (MA) – A atleta profissional e campeã brasileira de kitesurf, Serena Luz Foianini, tornou pública uma grave denúncia envolvendo sua contratação para gerenciar uma escola de kitesurf ligada ao empreendimento Vila Guará, localizado no vilarejo turístico de Atins, no Maranhão. A esportista relata ter sido vítima de descumprimento de direitos trabalhistas, ambiente hostil e falsas acusações que ferem sua honra e reputação profissional.

Segundo Serena, as tratativas começaram no início do ano, quando recebeu a proposta do proprietário do estabelecimento para estruturar e comandar a operação da temporada. Confiando no acordo, a atleta pausou sua rotina de competições e outros compromissos profissionais para se mudar definitivamente para o Maranhão.

“Desde janeiro, o proprietário insistia para que eu chegasse o quanto antes para organizar a escola, os equipamentos, a divulgação e toda a operação da temporada”, afirma a atleta.

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Atuação profissional e irregularidade trabalhista

Serena desembarcou em Atins no dia 15 de abril e assumiu imediatamente a gestão do local. Entre suas funções, destacam-se:

  • Organização e manutenção de equipamentos de ponta;

  • Desenvolvimento de estratégias de marketing e produção de conteúdo digital;

  • Atendimento direto ao cliente e instrução de aulas de kitesurf;

  • Uso de sua própria imagem e prestígio no esporte para alavancar o negócio.

Apesar de cumprir com uma carga integral de responsabilidades e metas de gestão, a atleta revela que, durante todo o período em que esteve no local, sua carteira de trabalho nunca foi assinada, configurando uma situação de total informalidade e desrespeito à legislação trabalhista vigente.

Ambiente hostil e falsa acusação de crime

De acordo com o relato da esportista, o ambiente de trabalho deteriorou-se rapidamente. Serena afirma ter sido alertada por moradores locais, ex-funcionários e até clientes sobre o histórico problemático do estabelecimento com colaboradores anteriores, mas optou por seguir com o projeto.

No entanto, a situação culminou em episódios de assédio moral e desrespeito. De acordo com a atleta, acordos previamente estabelecidos eram alterados unilateralmente com frequência sob forte pressão psicológica. O ponto crítico da crise ocorreu quando Serena tomou conhecimento de que o empreendimento estava espalhando o boato de que ela teria cometido um furto.

“Nunca fui chamada para prestar qualquer esclarecimento. Nunca me mostraram qualquer prova. Simplesmente passaram a divulgar essa acusação para terceiros, atingindo diretamente minha honra e minha reputação profissional, construída ao longo de anos como atleta”, desabafa Serena.

Entramos em contato com os envolvidos que até o fechamento desta reportagem, a administração do Vila Guará não se pronunciou sobre as declarações da atleta. O espaço segue aberto para manifestações e esclarecimentos por parte dos envolvidos.

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