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Primeiro probiótico para intolerantes a lactose é desenvolvido por maranhenses

person Por Da Redação
schedule 06/08/2021 às 19:39
update Atualizado: 06/08/2021 às 19:39
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Uma parceria entre pesquisadores da Universidade Federal Maranhão (UFMA) e da Universidade Federal do Ceará resultou na criação de um néctar de frutas probiótico que serve como alternativa, a bebidas lácteas para pessoas com intolerância a lactose ou veganas. O novo invento traz inúmeros benefícios à saúde e acaba de garantir para a UFC a sua 13ª carta patente.

Os probióticos são bactérias benéficas à saúde humana. Os alimentos que trazem esses microrganismos promovem bem-estar e saúde, em virtude dos nutrientes ofertados e da redução do risco de doenças. Os probióticos estão associados ao controle dos níveis de colesterol, à estimulação do sistema imune, ao alívio da constipação e ao aumento da absorção de minerais, sem contar que ainda apresentam efeitos anticarcinogênicos e anti-hipertensivos.

A criação tem potencial para ser usado pela indústria de alimentos no ramo de bebidas – e o seu processo de produção. O néctar pode ser obtido de frutas como cupuaçu, açaí, cacau, ciriguela, caju, goiaba, acerola, manga, murici, abacaxi, uva, tangerina, maracujá, cajá e carambola.

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Os estudos foram feitos inicialmente com cupuaçu, escolhido por ser uma fruta de alto valor nutricional. “Além disso, essa fruta apresenta excelentes características sensoriais, sendo bastante apreciada por seu sabor e aroma. Adicionalmente, essa fruta é produzida na região no Nordeste e bastante consumida, mas não é matéria-prima convencional para a produção de sucos e néctares de frutas comerciais”, explica a Profª Ana Lúcia Fernandes Pereira, uma das autoras do invento.

A motivação para a pesquisa que culminou no invento foi a busca de uma solução probiótica para pessoas com restrição ao leite na dieta. Isso porque esses alimentos tradicionalmente têm sido adicionados a produtos de base láctea, como leites, iogurtes, requeijão, queijos e sorvetes, pelo fato de tais itens contribuírem para a sobrevivência dos microrganismos probióticos ao suco gástrico, que é altamente ácido.

“Após a finalização do doutorado, já como docente da Universidade Federal do Maranhão, surgiu a oportunidade de desenvolvimento dessas bebidas a partir de frutas regionais e de uso não convencional na produção de sucos e néctares de frutas comerciais”, afirma a professora Ana Lúcia Fernandes.

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