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Mesmo com a terceira maior votação de São Luís, Wellington do Curso não se reelege e fica fora da Assembleia Legislativa

person Por Da Redação
schedule 05/10/2026 às 18:31
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Mesmo tendo conquistado a terceira maior votação para deputado estadual em São Luís, o deputado e candidato à reeleição Wellington do Curso (PSD) não conseguiu garantir uma cadeira na Assembleia Legislativa do Maranhão. Com 25.740 votos no total, sendo 17.204 apenas na capital, Wellington ficou de fora da nova composição do parlamento estadual, apesar de ter superado nomes tradicionais da política local.

Na capital maranhense, o desempenho de Wellington foi inferior apenas ao de Douglas Pinto, também do PSD, que obteve 64.009 votos, e de Cricielle, do PT, com 36.440 votos. Ainda assim, a votação expressiva não foi suficiente para assegurar a reeleição, uma vez que o cálculo para distribuição das cadeiras leva em conta o desempenho da coligação e do partido como um todo, e não apenas os votos individuais em cada município.

Apesar da terceira colocação em São Luís, Wellington do Curso superou, na capital, adversários de peso como Detinha (16.885 votos), Neto Evangelista (16.206), Tiago Fernandes (16.124), André Campos (15.679), Dino do Aldenora Belo (15.568), Drª Helena Duailibe (15.004) e Maedja Campos (13.419). Esse resultado demonstra que, individualmente, o deputado mantém uma base eleitoral relevante na capital, embora insuficiente para garantir a reeleição.

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No panorama geral do PSD, o partido obteve 396.359 votos, sendo 385.406 nominais e 10.953 de legenda. Foram eleitos pela sigla Douglas Pinto (82.338 votos, 2,10%), Paula Prata (52.300 votos, 1,33%), Dino do Aldenora Belo (33.664 votos, 0,86%) e Junior Vieira (28.914 votos, 0,74%). Wellington, que teve votação total inferior à dos eleitos, acabou preterido dentro da própria legenda, mesmo com o desempenho significativo em São Luís.

A campanha de Wellington do Curso foi marcada por uma estratégia de associação direta com o candidato ao governo, Braide, e com seu irmão, Fernando Braide, que disputava uma vaga para deputado federal. A ideia era capitalizar a força política do grupo e transferir votos para si. No entanto, a estratégia não se concretizou nas urnas: nem em São Luís, nem no restante do Maranhão, a imagem colada ao grupo rendeu o resultado esperado. Ambos os candidatos — Wellington e Fernando Braide — não obtiveram sucesso eleitoral.

Em publicação nas redes sociais, Wellington do Curso agradeceu o apoio recebido e confirmou que ficou na segunda suplência. Ele afirmou ter orgulho do mandato que construiu e disse que continuará defendendo professores, policiais, servidores públicos, concurseiros, mães atípicas e pessoas com deficiência. Wellington também destacou que não tem padrinho político e que não usou dinheiro público nem recursos do Fundo Eleitoral na campanha. Por fim, agradeceu cada voto e comemorou a eleição de Eduardo Braide no primeiro turno.

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