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Elmano de Freitas é reeleito governador do Ceará no 1º turno

person Por Da Redação
schedule 04/10/2026 às 22:39
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Elmano de Freitas (PT) foi reeleito governador do Ceará em 1º turno. Com 96,24% das urnas apuradas, o petista tinha 52,85% dos votos válidos e derrotou Ciro Gomes (PSDB), que somava 46,55%.

Ao espelhar a polarização nacional entre petismo e bolsonarismo, a disputa no estado deixou pouco espaço para outros candidatos. O terceiro colocado, Delegado Huggo (Missão), obteve apenas 0,32% dos votos.

Após passar grande parte da campanha atrás nas pesquisas, o petista cresceu na reta final em meio a um esforço intenso de colar sua imagem à do presidente Lula e do ex-governador Camilo Santana, hoje senador.

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Antes de assumir o Palácio da Abolição, Elmano foi secretário de Educação em Fortaleza e deputado estadual por dois mandatos. Em 2022, foi escolhido candidato ao governo depois da implosão da aliança PT-PDT, com os pedetistas preterindo Izolda Cela, que assumiu o governo após a renúncia de Camilo, em prol de Roberto Cláudio, ex-prefeito de Fortaleza e fiel escudeiro de Ciro Gomes. Assim como agora, Elmano acabou eleito em 1º turno.

Já nesta eleição foi a vez de Ciro Gomes romper uma aliança. Ele, que já governou o estado entre 1991 e 1994, se afastou do grupo político do irmão Cid Gomes e de Camilo e se aliou a antigos rivais da direita local, como Capitão Wagner (União Brasil) e André Fernandes (PL). O movimento foi alvo de críticas da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que lembrou dos ataques de Ciro Gomes a Jair Bolsonaro na campanha de 2022, e gerou atrito com Flávio Bolsonaro, que defendia a chapa.

Candidato à Presidência por quatro vezes (1998, 2002, 2018 e 2022), Ciro amargou na última tentativa seu pior resultado, com 3,04% dos votos, sendo derrotado inclusive no Ceará – algo inédito até então. No 2º turno, não declarou apoio a Lula (PT) e afirmou que deixaria a vida pública.

A possibilidade de uma frente unida de oposição ao governo Elmano o reaproximou do PSDB, sigla à qual foi filiado entre 1990 e 1997, quando foi prefeito de Fortaleza e governador. Após deixar o PDT, em 2025, costurou um amplo arco de alianças, incluindo o PL e a federação União Brasil-PP, que indicou o candidato a vice, Roberto Cláudio, fiel escudeiro de Ciro Gomes.

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