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Kleber Lucas defende “controle da mídia” após receber ataques por apoiar Lula

person Por Joabe Santos
schedule 27/08/2026 às 17:20
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O pastor e cantor gospel Kleber Lucas voltou ao centro do debate político-religioso nacional após publicar um vídeo nas redes sociais em que relata ser alvo constante de ataques verbais e mensagens de ódio em razão de seu alinhamento político com o Partido dos Trabalhadores (PT) e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Escolhido no pleito de 2026 para figurar como primeiro suplente na chapa da deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ) ao Senado Federal, o músico defendeu publicamente a implementação de mecanismos de regulação e “controle da mídia” como forma de deter a escalada de agressões no ambiente virtual.

Na gravação veiculada em suas redes sociais, Kleber Lucas explicou que foi procurado pela imprensa para comentar as ofensas recebidas por sua atuação na pré-campanha petista — na qual interpretou o jingle “Tapete Vermelho” ao lado da primeira-dama Janja da Silva.

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Ao abordar o tom das críticas cotidianas, o pastor declarou: “Eu sou a favor do controle da mídia”, argumentando que a ausência de limites no ecossistema digital tem incentivado comportamentos agressivos e discursos de caráter “fratricida” entre os cidadãos.

O artista, que já havia marcado presença na campanha presidencial de 2022 e se apresentado na cerimônia de posse presidencial em janeiro de 2023, reforçou que a articulação do debate público precisa de parâmetros para coibir abusos contra a honra e a integridade de figuras públicas e religiosas.

A manifestação do cantor provocou reações imediatas entre lideranças evangélicas de viés conservador. Em artigo analítico veiculado no portal Pleno.News, o pastor e escritor Renato Vargens condenou os ataques pessoais direcionados a Kleber Lucas, mas rechaçou categoricamente a proposta de controle estatal sobre veículos de comunicação e redes sociais.

Vargens argumentou que conceder ao Estado o poder de monitorar e censurar conteúdos abre precedentes para o autoritarismo e para a perseguição de minorias ideológicas e religiosas.

O episódio simboliza a complexidade do cenário eleitoral de 2026, no qual os limites entre o combate ao crime de difamação e a garantia constitucional da liberdade de expressão permanecem no centro das atenções de juristas, parlamentares e instituições eclesiásticas.

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