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Países europeus ameaçam boicotar Copa após plano bilionário da Fifa

person Por Joabe Santos
schedule 29/07/2026 às 11:22
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Países europeus estudam a possibilidade de boicotar a próxima Copa do Mundo após a Fifa anunciar um plano para criar uma empresa responsável pela operação comercial de suas principais competições. A informação foi divulgada pela emissora inglesa Sky Sports nesta terça-feira (28).

A possível reação acontece após a entidade máxima do futebol apresentar a criação da Fifa Forward Enterprise (FFE), uma subsidiária que concentraria operações comerciais de torneios como a Copa do Mundo e a Copa do Mundo de Clubes. O objetivo da Fifa é vender participações minoritárias da nova empresa para investidores privados.

A proposta gerou forte reação da Uefa (União das Associações Europeias de Futebol), que questionou a transparência do processo e se posicionou contra a abertura de participação privada na estrutura comercial da Fifa.

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A alma e a governança do futebol não são ativos para negociar — afirmou a entidade europeia em comunicado.

As federações filiadas à Uefa já discutem possíveis medidas contra a criação da nova empresa. Uma reunião virtual deve ser realizada nesta semana para definir uma estratégia e tentar impedir o avanço do projeto.

 

A Copa do Mundo de 2030 terá Espanha e Portugal como duas das principais sedes europeias, além de Marrocos como sede principal e jogos de abertura na América do Sul.

A Fifa estima que a Fifa Forward Enterprise tenha valor de mercado de US$ 20 bilhões (cerca de R$ 102,3 bilhões). A entidade pretende vender o equivalente a US$ 4,2 bilhões (aproximadamente R$ 21,5 bilhões) em ações, mantendo o controle majoritário da companhia.

Segundo a Fifa, os recursos arrecadados com a entrada de investidores privados seriam utilizados para ampliar os valores destinados às associações nacionais. Atualmente, cada federação recebe cerca de R$ 41 milhões. Caso o projeto seja aprovado, os repasses poderiam chegar a R$ 102 milhões no ciclo até a Copa de 2030, R$ 112,5 milhões até 2034 e R$ 123 milhões até 2038.

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, já havia indicado a intenção de ampliar a estrutura comercial da entidade durante o Congresso da organização em Vancouver, no Canadá. A Fifa afirma que a nova empresa permitiria explorar melhor direitos de transmissão e contratos de patrocínio de competições masculinas, femininas e das categorias de base.

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