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Sky: Da Pioneira do Satélite à Reinvenção na Era do Streaming

person Por Joabe Santos
schedule 28/05/2026 às 09:10
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Há 30 anos, a Sky chegava ao Brasil como a primeira empresa de TV por assinatura via satélite do país. Com uma proposta digital, moderna e premium, a operadora rapidamente se consolidou como sinônimo de qualidade para quem podia pagar.

Nos anos seguintes, a empresa expandiu-se de forma impressionante. Tornou-se a única operadora capaz de levar sinal de TV a todo o território nacional, algo que as operadoras de cabo jamais conseguiram. Em 2011, foi pioneira ao oferecer 4G na América Latina. Em 2017, investiu R$ 1,3 bilhão no lançamento do satélite Sky Brasil-1.

O auge veio em 2015, quando a Sky alcançou o pico de 5,7 milhões de assinantes.

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Porém, o mercado mudou radicalmente.

A chegada da Netflix e o boom do streaming, aliado ao avanço da fibra óptica de provedores regionais, transformaram o cenário. O que antes só era possível via satélite agora podia ser obtido com melhor qualidade e preço mais baixo por meio da internet. Aos poucos, a Sky perdeu assinantes, relevância e o protagonismo que tinha no setor de TV por assinatura.

Mesmo diante do declínio, a empresa não parou. Em 2022, entrou no mercado de fibra óptica, chegando a mais de 220 municípios por meio de redes neutras. No final de 2025, vendeu sua base de clientes de fibra para a Flix Fibra e passou a concentrar esforços no que considera seu futuro.

Nova fase de transformação

Em março de 2026, a Sky lançou a Sky Móvel, uma operadora virtual (MVNO) em parceria com a TIM. Em abril, realizou um completo rebranding, adotando o novo posicionamento “Onde tudo se conecta”.

A grande aposta agora é a internet via satélite. A Sky Link, powered by Amazon Leo, mira exatamente o segmento de áreas remotas e de difícil acesso — o mesmo mercado disputado pela Starlink.

A holding Waiken ILW, controladora da Sky no Brasil, anunciou um investimento de US$ 450 milhões entre 2026 e 2031, com metade desse valor destinado ao mercado brasileiro.

De pioneira da TV por satélite a uma empresa que quase se tornou irrelevante, a Sky agora tenta uma grande virada apostando novamente no satélite — a mesma tecnologia que ajudou a derrubar seu modelo de negócios tradicional.

Resta saber se essa estratégia será suficiente para recolocar a Sky no centro do jogo da conectividade no Brasil.

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