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STF forma maioria para validar lei da igualdade salarial entre homens e mulheres

person Por Da Redação
schedule 15/05/2026 às 09:52
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BRASIL – O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria, nesta quinta-feira (14), para validar a lei da igualdade salarial entre homens e mulheres. Os ministros da Corte acompanharam o voto do relator, Alexandre de Moraes, favorável à constitucionalidade da norma aprovada em 2024.

Até o momento, os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Nunes Marques e André Mendonça seguiram o entendimento do relator.

 

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A legislação estabelece mecanismos para garantir igualdade salarial e critérios remuneratórios equivalentes entre homens e mulheres, além de prever medidas de transparência e fiscalização nas empresas.

STF analisa ações sobre igualdade salarial

O plenário do STF julga uma ação apresentada pela Central Única dos Trabalhadores para assegurar a aplicação da lei. Também são analisadas ações movidas pela Confederação Nacional da Indústria e pelo Partido Novo, que questionam pontos da norma.

Entre os principais questionamentos estão:

  • obrigação de divulgação de relatórios salariais;
  • possíveis impactos sobre a livre iniciativa;
  • proteção de dados das empresas;
  • fiscalização das diferenças salariais.

Alexandre de Moraes defende combate à discriminação

Durante o julgamento, Alexandre de Moraes afirmou que a desigualdade salarial entre homens e mulheres representa uma forma evidente de discriminação de gênero no mercado de trabalho brasileiro.

Segundo o ministro, trabalhadores homens continuam recebendo salários superiores mesmo quando exercem as mesmas funções desempenhadas por mulheres.

“O mercado de trabalho ainda apresenta flagrante discriminação de gênero”, afirmou Moraes durante o voto.

Lei prevê transparência salarial

A lei da igualdade salarial determina que empresas adotem medidas de transparência para permitir fiscalização sobre diferenças remuneratórias entre homens e mulheres.

Entre as medidas previstas estão:

  • divulgação de relatórios salariais;
  • fiscalização trabalhista;
  • mecanismos de igualdade remuneratória;
  • ações de combate à discriminação de gênero.

A norma foi aprovada em 2024 como parte das políticas de promoção da igualdade no mercado de trabalho.

Julgamento ainda continua

Apesar da formação de maioria no STF, o julgamento ainda não foi encerrado. Outros ministros da Corte ainda podem apresentar voto no processo.

A decisão definitiva do Supremo deverá estabelecer o entendimento sobre a validade constitucional da lei da igualdade salarial e das medidas de transparência previstas na legislação.

 

O Globo

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