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Lula diz que África do Sul não pode ser vetada do G20

person Por Da Redação
schedule 20/04/2026 às 15:57
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (20) que a África do Sul não pode ser vetada do G20, após sinalização dos Estados Unidos contrária à participação do país africano no próximo encontro do bloco.

A declaração foi dada durante agenda internacional na Alemanha e reforça a defesa brasileira pelo caráter multilateral do grupo.

Crítica à posição dos Estados Unidos

As falas de Lula ocorrem após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicar que não convidaria o líder sul-africano, Cyril Ramaphosa, para a reunião do G20, prevista para novembro.

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Lula criticou a postura e afirmou que os Estados Unidos não têm autoridade para impedir a participação de um país membro fundador do bloco.

Os Estados Unidos não têm o direito de proibir um membro fundador de participar”, declarou.

Defesa da participação no G20

Segundo Lula, a África do Sul deve comparecer ao encontro independentemente da posição norte-americana. O presidente brasileiro ressaltou que o país africano integra o grupo desde sua criação.

Ele afirmou ainda que, se estivesse na posição de Ramaphosa, participaria do encontro como membro pleno do G20, e não como convidado.

Pontos defendidos por Lula:

  • O G20 é um fórum multilateral
  • Países fundadores têm direito garantido de participação
  • Nenhum membro pode vetar outro unilateralmente

Viagem internacional e agenda diplomática

A declaração foi feita durante viagem oficial de Lula à Europa. O presidente esteve na Alemanha, onde se reuniu com o chanceler Friedrich Merz, após compromissos na Espanha.

A agenda internacional inclui ainda visita a Portugal antes do retorno ao Brasil.

 

Origem e importância do G20

 

Lula também relembrou que o G20 foi criado em meio à crise econômica global de 2008, com o objetivo de coordenar respostas entre as principais economias do mundo.

O presidente alertou que eventuais exclusões podem enfraquecer o grupo e abrir precedentes para novas restrições.

Se começar a tirar um país, daqui a pouco tiram outros”, afirmou.

A posição reforça a defesa brasileira por uma governança internacional baseada na cooperação e no respeito entre os países membros.

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