“Minha Casa, Minha Vida” aumenta limite de renda, amplia crédito e passa a atender até R$ 13 mil
As novas regras do programa Minha Casa, Minha Vida passam a valer na próxima quarta-feira, dia 22, com mudanças que ampliam o público atendido, aumentam o limite de financiamento e ajustam as condições de crédito. As medidas foram aprovadas pelo Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) no dia 24 de março e reforçadas por portaria assinada pelo ministro das Cidades, Jader Filho, no início deste mês.
A reformulação amplia o alcance do programa ao incluir famílias com renda mensal de até R$ 13 mil, incorporando de forma mais clara a classe média e fortalecendo o papel do programa no financiamento habitacional em diferentes faixas sociais.
Ampliação das faixas de renda
As faixas urbanas foram atualizadas para acompanhar a realidade econômica e ampliar o acesso ao crédito. A faixa 1 passou de R$ 2.850 para R$ 3,2 mil. A faixa 2 foi elevada de R$ 4,7 mil para R$ 5 mil. Já a faixa 3 subiu de R$ 8,6 mil para R$ 9,6 mil.
A principal novidade é a ampliação da faixa voltada à classe média, que agora contempla famílias com renda de até R$ 13 mil mensais, antes limitada a R$ 12 mil.
No meio rural, também houve atualização. A faixa rural 1 atende famílias com renda anual de até R$ 50 mil. A faixa rural 2 abrange rendas entre R$ 50 mil e R$ 70,9 mil. Já a faixa rural 3 inclui famílias com renda anual de até R$ 134 mil.
Limite maior para financiamento de imóveis
As mudanças também elevam o valor máximo dos imóveis financiados. Na faixa 2, o limite passou de R$ 350 mil para R$ 400 mil. Na faixa 3, subiu de R$ 500 mil para R$ 600 mil.
Para a faixa destinada à classe média, o teto também foi ampliado para R$ 600 mil, o que deve ampliar as possibilidades de aquisição em áreas urbanas com maior valorização imobiliária.
Taxas de juros e impacto direto no crédito
As taxas de juros seguem o modelo progressivo, variando conforme a renda familiar. Na faixa 1, ficam entre 4% e 4,5% ao ano. Na faixa 2, variam de 4,75% a 6,5%. Já na faixa 3, a taxa é de 7,66%.
Com a ampliação das faixas, parte das famílias pode ser enquadrada em condições mais favoráveis, reduzindo o custo do financiamento. A estimativa é que milhares de beneficiários, especialmente nas rendas mais baixas, sejam diretamente impactados com juros menores.
Nova etapa do programa
A Caixa Econômica Federal informou que as novas condições estarão disponíveis para contratação a partir do dia 22. A atualização do programa busca ampliar o acesso à moradia, estimular o mercado imobiliário e garantir maior alcance social, mantendo o foco nas famílias de menor renda sem deixar de atender novas demandas da classe média.
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