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Genial/Quaest: brasileiro percebe alta dos alimentos refletida nos índices

person Por Da Redação
schedule 15/04/2026 às 17:41
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A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira aponta que 50% dos brasileiros sentem que a economia do país piorou no último ano , ante 48% no mês passado. Já a parcela que percebe melhora recuou de 24% para 21%. Segundo a Quaest, o principal fator por trás desse desânimo parece estar nas prateleiras dos supermercados. O número de pessoas que notaram aumento nos preços dos alimentos no último mês deu um salto, passando de 59% para 72%

A percepção encontra respaldo nos dados oficiais. O IPCA de março, medido pelo IBGE, mostrou alta de 1,94% na alimentação no domicílio, acelerando em relação a fevereiro, quando havia registrado 0,23%. Entre os destaques, estão as altas do tomate (20,31%), da cebola (17,25%), da batata-inglesa (12,17%), do leite longa vida (11,74%) e das carnes (1,73%).

Para a próxima leitura, o cenário ainda é de pressão. De acordo com o economista sênior da 4intelligence, Fábio Romão, as coletas indicam uma nova aceleração em alimentação, ao menos até o IPCA-15 de abril. O IGP-10, como mostrou a nota de Luciana Casemiro, registrou avanço de 2,94% neste mês.

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Se antes a projeção de Romão para a inflação de alimentação no domicílio era de 1% para abril, agora ele avalia que o índice pode superar 2% no IPCA-15 e encerrar abril em torno de 1,40%.

Segundo o economista, existe uma questão de sazonalidade e clima, mas parte da pressão vem dos efeitos da guerra sobre a formação de preços, neste momento, mais associados ao aumento dos custos logísticos, como o encarecimento ou a escassez de diesel, do que aos fertilizantes, cujo impacto deve se tornar mais evidente no segundo semestre e ao longo de 2027.

Antes do conflito começar, o mercado esperava que a alimentação no domicílio terminasse o ano em 3,5%. Agora, expectativa de Romão é de alta de 5,4%, abaixo da mediana histórica de 7,8% entre 2011 e 2025. A estimativa considera uma nova rodada de boas safras em algumas culturas e um câmbio potencialmente apreciado, o que pode ajudar a conter os preços.

Nos últimos anos, o indicador mostrou forte volatilidade: após a alta de 18,2% em 2020 (ano da pandemia), desacelerou para 8,2% em 2021 e voltou a subir para 13,2% em 2022, ano da última eleição presidencial. Já no governo Lula em 2023, houve desinflação (-0,5%), seguida por alta de 8,2% em 2024 e recuo de 1,4% em 2025.

Sobre o endividamento, a pesquisa Genial/Quaest mostra que, entre maio do ano passado e abril deste ano, o total de brasileiros que dizem ter dívidas ( sejam muitas ou poucas) subiu de 65% para 72%. O governo está fechando um pacote para redução do endividamento, que deve ser divulgado em maio.

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