Relatos apontam ciúmes extremos e relação abusiva antes da morte de policial
A soldada Gisele Alves Santana, encontrada morta com um tiro na cabeça no mês passado, teria relatado a uma amiga os ciúmes extremos do marido, o tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Neto, segundo a defesa da vítima. “Tem que controlar os ciúmes dele. Qualquer hora me mata. Fica cego. Não tenho como controlar o que falam, muito menos o que acham […]”, teria dito a PM. A mãe de Gisele afirmou em depoimento que o relacionamento era abusivo e conturbado, com o oficial impondo restrições ao comportamento da filha e ameaçando-a quando ela mencionava a separação.
Segundo a mãe, Gisele era proibida de usar batom, salto alto e perfume, e tinha de cumprir rigorosamente tarefas domésticas. O advogado da família, Miguel Silva, afirmou que o tenente-coronel tem histórico de ameaças e perseguições a mulheres, incluindo ex-companheiras e policiais subordinadas, com registros policiais e decisões judiciais documentando episódios de assédio e intimidação.
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