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Zelensky chega aos EUA e discutirá com Trump acordo de minerais e paz

person Por Da Redação
schedule 28/02/2025 às 09:55
update Atualizado: 28/02/2025 às 09:58
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O encontro entre os dois líderes acontece em um momento decisivo para as negociações de paz entre Ucrânia e Rússia

imagem colorida de trump e zelensky - Metrópoles

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, desembarca em Washington nesta sexta-feira (28/2) para uma reunião crucial com o presidente americano, Donald Trump, na Casa Branca.

O encontro ocorre em um momento decisivo para as negociações de paz entre Ucrânia e Rússia, além da assinatura de um acordo bilateral de exploração de minerais entre Washington e Kiev, que permitirá a exploração conjunta de recursos naturais no território ucraniano.

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Trump, que recentemente chamou Zelensky de “ditador” em uma postagem na rede social Truth Social, adotou um tom mais conciliador ao elogiar a resistência ucraniana e destacar a importância da cooperação econômica entre os dois países.

“Acho que vai ser ótimo para a Ucrânia. Vamos estar no local, e vamos cavar, cavar e cavar”, afirmou o presidente americano, referindo-se ao acordo de minerais, que ele classificou como “histórico”.

Segundo Trump, o acordo permitirá que os contribuintes americanos sejam “efetivamente reembolsados” pelos bilhões de dólares de ajuda militar à Ucrânia contra a invasão russa. No entanto, especialistas alertam que a extração de minerais raros pode levar mais de uma década para gerar retorno financeiro substancial.

 

Acordo de paz e segurança

Além do acordo econômico, a principal pauta da visita será um possível tratado de paz com a Rússia, defendido por Trump como uma solução para encerrar o conflito.

Na quinta-feira (27/2), em coletiva de imprensa ao lado do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, Trump expressou confiança em um “acordo bem-sucedido e duradouro” e reiterou sua intenção de “parar a matança” tanto de soldados ucranianos quanto russos.

Contudo, a postura de Trump levanta preocupações entre aliados europeus, que temem que um acordo mediado sob sua liderança possa comprometer a soberania ucraniana. O premiê britânico, Keir Starmer, ressaltou a importância de uma paz que “não recompense o agressor” nem incentive regimes como o do Irã.

Starmer também afirmou que o Reino Unido está disposto a aumentar seu apoio militar à Ucrânia, caso um acordo seja firmado, e confirmou o compromisso de elevar os gastos com defesa, o maior desde a Guerra Fria.

Starmer também entregou uma carta do rei Charles III, convidando Trump e a primeira-dama, Melania, para uma inédita segunda visita de Estado ao Reino Unido. Trump aceitou o convite, e os governos dos dois países irão definir a data do evento.

 

Pressão europeia

A visita de Zelensky ocorre poucos dias após a visita do presidente francês, Emmanuel Macron, a Washington, onde liderou uma campanha para evitar concessões à Rússia em troca de um acordo rápido. Macron tem defendido que qualquer tratado de paz deve respeitar a integridade territorial da Ucrânia e não favorecer o Kremlin.

Macron reiterou a importância da presença europeia na segurança ucraniana e sinalizou que a França está disposta a enviar mais tropas para reforçar a defesa do país, se necessário.

A Ucrânia não pode ser moeda de troca em uma negociação apressada. A Europa tem um papel fundamental na garantia da segurança e reconstrução do país”, afirmou o presidente francês.

Starmer também destacou o esforço conjunto entre a França e o Reino Unido para pressionar Trump a manter o compromisso com a segurança da Ucrânia. Starmer destacou que o Reino Unido e seus aliados europeus têm a responsabilidade de garantir que a Ucrânia não seja abandonada em um momento tão crítico.

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